China pede a Biden que reverta medidas de Trump

Republicano havia imposto barreiras a produtos e serviços do país asiático
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Até o momento, Biden tem sinalizado aproximação com os comunistas
Até o momento, Biden tem sinalizado aproximação com os comunistas | Foto: Reprodução/CNN

O chanceler da China, Wang Yi, pediu nesta segunda-feira, 22, que o governo norte-americano derrube as “tarifas irracionais” sobre produtos e serviços do país asiático. As medidas foram tomadas pelo ex-presidente Donald Trump, na tentativa de frear os avanços da ditadura do Partido Comunista. O republicano impôs barreiras a empresas de tecnologia — entre elas, a Huawei, suspeita de espionar usuários — e ao intercâmbio acadêmico. Conforme noticiou Oeste, espiões chineses disfarçados de cientistas estavam infiltrados em universidades dos Estados Unidos.

Trump também ampliou os laços diplomáticos com Taiwan, região autogovernada reivindicada pela China como seu território, e estabeleceu sanções a autoridades chinesas por abusos contra minorias muçulmanas em Xinjiang e repressão às liberdades em Hong Kong. Segundo Wang, é necessário que os EUA restabeleçam diálogo com o regime. “A reparação da relação bilateral danificada permitiria que os dois lados trabalhassem juntos no combate à pandemia, às mudanças climáticas e à recuperação econômica global”, declarou Wang à mídia local.

Até o momento, Biden tem sinalizado aproximação com os comunistas. Há duas semanas, o democrata telefonou para o ditador e secretário-geral Xi Jinping. Ambos conversaram em tom amistoso. Além disso, ao suspender a ordem executiva do antecessor e desativar o projeto do setor energético Keystone, Biden permitirá que a China venda equipamentos para redes de energia dos EUA. Entre outras decisões, o atual chefe da Casa Branca reconduziu os EUA à Organização Mundial da Saúde, cujas mais recentes informações sobre a covid-19 têm se alinhado aos discursos da China.

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Leia também: “O novo macarthismo”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 48 da Revista Oeste

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