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China pode chegar 1 mil ogivas nucleares até o fim da década

Relatório anual do China Military Power Report foi analisado pelo The Washington Post

China nuclear programa
China tem hoje cerca de 600 ogivas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A China prossegue em programa para ampliar a produção de armas nucleares, segundo novo diagnóstico do Pentágono. O documento, nesta versão de 2025, revela, no entanto, que o ritmo de fabricação de ogivas nucleares em Pequim perdeu velocidade depois de uma fase de crescimento acelerado iniciada em 2020, segundo artigo do The Washington Post. O acréscimo anual de novos artefatos diminuiu, mas o programa estratégico chinês segue em expansão.

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A diferença é que agora ele está direcionado a armas nucleares de menor rendimento e a capacidades de contra-ataque antecipado. Mesmo com a desaceleração, os Estados Unidos (EUA) mantêm a projeção de que a China poderá chegar a cerca de 1 mil ogivas até o fim desta década.

As estimativas, em 2025, indicam que os EUA mantêm cerca de 5.177 ogivas nucleares, das quais aproximadamente 1.770 estão implantadas e 1.930 armazenadas. A Rússia possui um arsenal ligeiramente maior, com cerca de 5.459 ogivas, sendo cerca de 1.718 prontas para uso.

A China tem aproximadamente 600 ogivas, majoritariamente estocadas e apenas algumas dezenas implantadas. As fontes são o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) e a Federation of American Scientists (FAS).

China nuclear e Taiwan

Apesar de um discurso mais moderado, o relatório alerta para pressões crescentes no entorno estratégico da Ásia. Entre os pontos sensíveis estão a intenção de Pequim de reforçar seu controle sobre Taiwan e o avanço de um arsenal de mísseis convencionais que, em determinados aspectos, começa a se aproximar do nível tecnológico norte-americano.

Leia mais: “Trump diz que EUA querem ‘ajudar a China, não prejudicá-la'”

“O presidente Trump busca uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas com a China, e o Departamento de Guerra garantirá que ele seja capaz de alcançar esses objetivos”, declara o texto.

O Post se baseou em análise do China Military Power Report, documento anual não sigiloso encaminhado pelo Departamento de Defesa ao Congresso. Diferentemente de edições anteriores, que descreviam o fortalecimento militar chinês como uma ameaça imediata, o texto mais recente suaviza o tom e passa a ressaltar a tentativa do presidente Donald Trump de manter canais estáveis com a potência militar que mais cresce no mundo.

O levantamento indica que o estoque nuclear chinês permaneceu em torno de pouco mais de 600 ogivas, número semelhante ao registrado no ano anterior. Segundo o relatório, isso ocorre “refletindo um ritmo mais lento de produção”, abaixo da estimativa anterior, feita em 2024, de cerca de 100 novas ogivas por ano desde 2020.

Ainda assim, o documento ressalta que o Exército de Libertação Popular chinês continua com “sua massiva expansão nuclear” e não demonstra “nenhuma disposição” para negociar acordos de controle de armamentos.

Essa mudança de linguagem fica evidente na comparação com o estudo anterior. Antes a China era classificada como o “desafio determinante” para as Forças Armadas dos EUA. Agora, o crescimento militar acelerado é descrito como um resultado “lógico” do aumento de riqueza e de poder do país asiático.

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