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China reduz taxa de juros de empréstimos para estimular a economia

O crescimento econômico no segundo trimestre foi o menor desde o início da pandemia de covid-19

Banco Central Chinês Foto: Reprodução/Flickr

O Banco Central da China reduziu nesta segunda-feira,15, a taxa de juros sobre empréstimos de médio prazo concedidos ao sistema bancário, em 10 pontos, para 2,75%, o primeiro corte desde janeiro. Trata-se de uma forma de recuperar a economia, que vem acumulando índices abaixo da expectativa em razão da política de covid zero. O Partido Comunista da China estabeleceu lockdowns a cada descoberta de surto, o que contribui para o declínio da atividade econômica.

O crescimento econômico da China foi de apenas 0,4% no segundo trimestre, o menor desde o início da pandemia de covid-19. Os índices da indústria e do comércio em julho ficaram abaixo das expectativas dos analistas e dos resultados do mês anterior. A produção industrial chinesa subiu quase 4% em julho em ritmo anual, abaixo do resultado de também quase 4% de junho, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. Já o comércio varejista cresceu 3% em ritmo anual, contra 3,1% em junho. O desemprego urbano caiu para 5,4%, mas o desemprego entre os jovens subiu para um recorde de cerca de 20%, segundo o departamento de estatísticas.

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Reduzindo a taxa de juros dos empréstimos, o governo chinês espera potencializar o crescimento, mas, ao mesmo tempo, há temor do aumento da inflação e do desemprego. Em nota, o Escritório de Estatísticas comunicou que “o risco de inflação e recessão na economia mundial está crescendo e a base para uma recuperação econômica interna ainda não é sólida”.

Justamente pelo risco de inflação, nem mesmo analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg esperavam a redução dos juros anunciada nesta segunda-feira. “Os dados econômicos de julho são muito alarmantes”, declarou à Bloomberg o economista Raymond Yeung, do Australia & New Zealand Banking Group. “A política de covid zero continua afetando o setor de serviços e o consumo das famílias”, acrescentou.

O setor imobiliário também sofre desaceleração pela dificuldade que os chineses têm de pagar os financiamentos habitacionais. As pequenas e médias empresas têm problemas de liquidez para honrar dívidas com fornecedores.

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