Cientistas australianos contestam dados da pesquisa sobre cloroquina publicada na ‘Lancet’

Em mais um capítulo da polêmica sobre o uso da cloroquina, pesquisadores australianos contestaram a pequisa publicada pela The Lancet na último dia 22.
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Medicamentos contra o coronavírus tiveram imposto de importação zerados pelo governo | Foto: Volodymyr Hryshchenko / Unsplash
Medicamentos contra o coronavírus tiveram imposto de importação zerados pelo governo | Foto: Volodymyr Hryshchenko / Unsplash

A empresa responsável pela coleta dos dados admitiu que informações de um hospital na Ásia foram incluídas acidentalmente nos números australianos

cloroquina - hidroxicloroquina
Ilustração | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

Em mais um capítulo da polêmica sobre o uso da cloroquina, pesquisadores australianos contestaram a pequisa publicada pela revista The Lancet na última sexta-feira, 22. O estudo analisou dados de quase 15.000 pacientes com covid-19 que receberam hidroxicloroquina ou cloroquina isoladamente ou em combinação com antibióticos, comparando com o grupo controle formado por 81.000 pacientes que não receberam o medicamento.

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Pesquisadores da área médica de vários países publicaram uma carta aberta à revista científica The Lancet e ao Dr. Mandeep Mehra, autor do estudo publicado, mostrando “preocupação” com a metodologia utilizada, com a análise estatística e integridade dos dados da pesquisa.

O estudo, liderado pelo Brigham and Women’s Hospital Center for Advanced Heart Disease em Boston, examinou pacientes em hospitais em todo o mundo, inclusive na Austrália. A empresa afirmou que os pesquisadores obtiveram acesso a dados de cinco hospitais australianos que registraram 600 pacientes  contaminados pela covid-19 e 73 mortes até 21 de abril, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

Acompanhe os números da covid-19 no Brasil e no mundo

Entretanto, dados da Universidade Johns Hopkins mostram que apenas 67 mortes por covid-19 foram registradas na Austrália até 21 de abril. O número não subiu para 73 até 23 de abril. Ou seja, os dados utilizados pelos pesquisadores do estudo da The Lancet não batem com os bancos de dados clínicos australianos.

A revista The Lancet informou ao TheGuardian Australia: “Pedimos esclarecimentos aos autores, sabemos que eles estão investigando urgentemente e aguardamos a resposta deles”. O principal autor do estudo, Dr. Mandeep Mehra, disse que entrou em contato com a Surgisphere, a empresa de análise de dados de saúde com sede nos Estados Unidos que forneceu as informações, para retificar as discrepâncias com “a maior urgência”.

Em comunicado, o fundador da Surgisphere, Dr. Sapan Desai, também autor do jornal Lancet, declarou que informações de um hospital da Ásia foram acidentalmente incluídas nos dados australianos.

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6 comentários

  1. Que tal uma Lei permitindo a comercialização de Sangue no Brasil ? Os estoques nos Hospitais quase sempre estão baixos, não permitindo que, por este mot1ivo, VIDAS sejam SALVAS.

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