Um ataque com explosivos deixou 21 mortos e 56 feridos em Cauca, no sudoeste da Colômbia, no sábado 25. O Estado-Maior Central (EMC), formado por dissidentes das antigas Farc, reconheceu a autoria do atentado e classificou a ação como um “erro tático”. O grupo, que rejeitou o acordo de paz firmado em 2016, declarou em comunicado divulgado na noite de terça-feira 28 que o episódio ocorreu durante confrontos com o Exército colombiano.
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No texto divulgado, o EMC reconheceu a responsabilidade pelo ataque e lamentou as consequências para civis. “Com profunda dor, devemos assumir a responsabilidade política por este erro tático, que não tem nenhuma justificativa”, afirmou o comunicado. A explosão ocorreu em uma estrada, onde guerrilheiros instalaram um posto de controle para armar uma emboscada contra militares.
Reações do governo e contexto das negociações de paz
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, declarou que a ofensiva foi uma resposta à pressão militar, intensificada depois do fracasso nas negociações de paz entre o presidente Gustavo Petro e Iván Mordisco, principal líder do EMC e um dos guerrilheiros mais procurados do país. O chefe do Executivo também afirmou que o atentado tinha como objetivo “sabotar a eleição”, marcada para daqui a pouco mais de um mês.
O escritório do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos na Colômbia solicitou nesta quarta-feira, 29, que as autoridades adotem medidas para proteger a população civil e evitar a repetição de novos ataques. A entidade também pediu que os grupos armados “cessem qualquer ataque” contra civis. Um dos principais responsáveis pelo ataque, identificado como “Mi Pez”, foi detido na terça-feira 28.
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Impacto no cenário eleitoral
No cenário eleitoral, Iván Cepeda, candidato do partido de Gustavo Petro, lidera as pesquisas, enquanto disputa votos com Abelardo de la Espriella, advogado de direita, e Paloma Valencia, opositora que propôs o ex-presidente Álvaro Uribe como eventual ministro da Defesa. Durante o mandato de Uribe, a guerrilha sofreu pesada ofensiva em parceria com os Estados Unidos.
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