Com Netanyahu em risco, Parlamento de Israel elege novo presidente

Principais forças de oposição ao premiê Benjamin Netanyahu se articulam para tirá-lo do poder após 12 anos
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Isaac Herzog foi eleito o novo presidente de Israel
Isaac Herzog foi eleito o novo presidente de Israel | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em meio a uma articulação de partidos que vão da direita à esquerda para tentar pôr fim ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Parlamento de Israel elegeu na terça-feira 1º o novo presidente do país. Trata-se do líder do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, Isaac Herzog. Com 87 votos, ele derrotou a candidata Miriam Peretz, que teve 26. Três parlamentares se abstiveram.

A eleição foi realizada às vésperas do fim do prazo para que as principais forças de oposição a Netanyahu cheguem a um acordo em torno de um novo governo de coalizão no país. O premiê conservador está no poder em Israel há 12 anos.

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O sistema de governo em Israel é o parlamentarismo. O chefe de governo é o primeiro-ministro, mas cabe ao presidente, entre outras, a função de indicar o responsável pela formação de um novo gabinete após as eleições.

“Eu pretendo ser o presidente de todos”, afirmou Herzog em seu primeiro pronunciamento após a vitória. “Os desafios são grandes e não devem ser subestimados. É essencial cuidar das feridas abertas na nossa sociedade. Devemos defender a posição internacional que Israel ocupa e seu bom nome entre as nações, combater o antissemitismo e o ódio a Israel e proteger os pilares da nossa democracia.”

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O atual presidente de Israel, Reuven Rivlin, que ocupa o cargo desde 2014, segue no poder até o dia 9 de julho. Nas próximas horas, o futuro de Netanyahu deve ser conhecido.

Israel vive uma forte instabilidade política há pelo menos dois anos, período em que o país passou por quatro eleições. Em meio a uma série de denúncias de corrupção, Netanyahu não conseguiu formar uma coalizão que lhe garantisse apoio suficiente no Parlamento para permanecer no poder — apesar de o país ter sido um grande exemplo na vacinação contra a covid-19 e do êxito no combate ao grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Com informações do jornal Jerusalem Post e de agências internacionais

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