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Como é o hospital infantil para onde foram as crianças libertadas pelo Hamas

Centro médico também recebeu as mães deles que ficaram em cativeiro, para que isso ajude na recuperação dos filhos

Schneider Medical Center Israel
Schneider Medical Center Israel é especializado em atendimento de crianças | Foto: Reprodução/Children´s Medical Center

As crianças libertadas pelo Hamas nesta sexta-feira, 24, terão um tratamento de excelência, no Centro Médico Infantil Schneider, em Petah Tikva, cidade que fica ao lado de Tel-Aviv.

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O hospital, considerado referência mundial, é voltado ao atendimento integral de crianças e jovens (até 18 anos) com todos os tipos de necessidade.

A novidade é que, mesmo com a especialização em pediatria, o local receberá também as mães que foram sequestradas junto com os filhos. Eles ficaram 49 dias como reféns dos terroristas do Hamas, depois dos ataques de 7 de outubro.

Foram encaminhados para lá Danielle Aloni (44 anos), Emilia Aloni (5 anos), Doron Asher (34 anos), Raz Asher (4 anos), Aviv Asher (2 anos), Keren Munder (54 anos), Ruti Munder (78 anos) e Ohad Munder (9 anos).

O hospital foi criado com o objetivo de servir como uma ponte de paz e convivência. Atende crianças de todas as religiões e nacionalidades. Também pacientes palestinos são tratados lá.

O motivo de o hospital receber também as mães que ficaram no cativeiro é não causar mais traumas para a recuperação das crianças.

Há entre a equipe médica, a consciência da necessidade das crianças lidarem a partir de agora com as questões emocionais. A preocupação é mantê-las seguras nesta volta à vida no país.

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Serão realizados exames clínicos, mas também haverá uma atenção especial ao lado psicológico, de acordo com as informações na mídia.

Ao descrever suas atribuições, o hospital informa que utiliza uma abordagem única na medicina pediátrica, “onde as crianças são tratadas como crianças e não como pequenos adultos.”

Trata-se de um hospital beneficente, de caráter terciário. Essa denominação se refere a centros com serviços médicos especializados, de apoio terapêutico e diagnóstico, com recursos para atendimento de urgência e emergência.

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“Uma vez que possui diferentes recursos emocionais e físicos para a cura, o Schneider utiliza uma abordagem multidisciplinar de ‘cuidado da criança inteira'”, informa o hospital.

O centro de saúde se define como um local “em que o tratamento é integrado com cuidados emocionais, psicológicos, educacionais e de desenvolvimento.”

Parceria com faculdade

israel hamas reféns
Danielle Aloni e sua filha de 5 anos ficaram 49 dias em cativeiro | Foto: Reprodução/Twitter/StandWithUs

Criado em 1991, o Schneider é considerado uma referência entre instituições pediátricas no mundo. Recebe esse nome em homenagem aos seus fundadores e principais benfeitores, Helen e Irving Schneider, de Nova York, já falecidos.

A entidade mantém uma parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv. Cada departamento acadêmico realiza o ensino e a formação de médicos, estudantes de medicina, enfermeiros e pessoal paramédico.

Mais da metade dos médicos do hospital atua na faculdade de medicina, na qual cerca de 14% dos profissionais do Schneider possuem o título de professor.

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O complexo é composto por 250 camas. Destas, 43% são destinadas a cuidados intensivos, tais como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), neonatologia e queimaduras.

Também é avançado em hematologia-oncologia, endocrinologia, diabetes, cardiologia, transplante de órgãos e de medula óssea.

Segundo o The Times of Israel, os 11 reféns libertados da Tailândia e das Filipinas foram direcionados para o Centro Médico Shamir (Assaf Harofeh) em Be’er Yaakov.

Outros três reféns israelenses foram levados para os hospitais Ichilov, Sheba e Beilinson. Dois outros reféns foram para hospitais não revelados pela reportagem.

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