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Conflito Irã-Israel: EUA enviam ao Pacífico bombardeiros B-2

Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com 2 aeronaves aptas a transportar bombas de 14 toneladas

A Northrop Grumman B-2 Spirit, aeronave que os EUA enviaram ao Pacífico
A Northrop Grumman B-2 Spirit, aeronave que os EUA enviaram ao Pacífico | Foto: Senior Airman Joel Pfiester/US Air Force

Os Estados Unidos (EUA) realizaram, neste sábado, 21, movimentações militares que complementam o contexto do conflito entre Israel e Irã no Oriente Médio.

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O país promoveu a decolagem de ao menos dois bombardeiros B-2 da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, rumo à Base Naval de Guam, no Oceano Pacífico, conforme registros de voo e comunicações do controle aéreo norte-americano. Essas aeronaves são as únicas aptas a transportar bombas de 14 toneladas.

Neste sábado, autoridades israelenses anunciaram a morte de três comandantes da Guarda Revolucionária do Irã e ataques à central nuclear de Isfahã.

Base de Guam e estratégias de deslocamento dos EUA

donald trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA (5/6/2025) | Foto: Reuters/Kevin Lamarque

A Base Naval de Guam, apesar de estar cerca de 11 mil quilômetros do Irã, é estratégica para operações militares norte-americanas no Indo-Pacífico. Ela pode servir como ponto de partida para intervenções, segundo especialistas militares. O local também pode ser útil como escala para Diego Garcia, no Índico.

Além dos bombardeiros, os EUA enviaram 30 aviões de abastecimento à região e anunciaram o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford para o leste do Mar Mediterrâneo, próximo a Israel, na semana seguinte. Esse navio, com capacidade para 4,6 mil militares e até 90 aeronaves, se somará ao USS Nimitz e ao USS Carl Vinson.

Leia também: “A vida está vencendo”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 274 da Revista Oeste

Porta-aviões norte-americanos costumam ser mobilizados no início de crises por sua capacidade de operar dezenas de jatos e interceptar ameaças, como mísseis e drones. Eles são sempre acompanhados de navios de guerra responsáveis pela defesa contra ataques aéreos, navais e submarinos.

Nesta sexta-feira, 20, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã teria “no máximo” duas semanas para evitar possíveis ataques aéreos dos EUA. Enquanto o prazo corre, Washington avalia sua participação na campanha de bombardeios iniciada por Israel.

Leia mais: “Se Israel atacasse o inferno, a velha mídia elogiaria Lúcifer”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 274 da Revista Oeste

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