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Corpo de Bombeiros do Reino Unido é ‘muito masculino e muito branco’, diz relatório 

O documento acusa a organização de ser ‘institucionalmente racista, misógina e homofóbica’

Corpo de Bombeiros do Reino Unido é ‘muito masculino e muito branco’, diz relatório
O Conselho Nacional de Chefes de Bombeiros (NFCC) elogiou o relatório e disse que os dados vão ajudar a criar “locais de trabalho seguros e inclusivos” | Foto: Reprodução/X

O Corpo de Bombeiros do Reino Unido é “muito masculino e muito branco”, de acordo com um relatório divulgado no último sábado, 22, pelo jornal britânico The Telegraph. O documento, encomendado pelo Conselho Nacional de Chefes de Bombeiros (NFCC), concluiu que a instituição era “institucionalmente racista, misógina e homofóbica”.

O relatório diz que os bombeiros na Grã-Bretanha não são “diversos” o suficiente, pois a proporção de mulheres e minorias étnicas na função é menor do que em outras na sociedade em geral.

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Produzido por um grupo consultivo, o relatório foca políticas de diversidade, igualdade e inclusão (DEI) no serviço de bombeiros. A pesquisa registrou que 9,3% dos profissionais da classe eram mulheres e 5,4% pertenciam a minorias étnicas em março passado. 

Em contraste, 51% da população total da Inglaterra e do País de Gales é feminina e 18,3% são de minorias étnicas, de acordo com o censo de 2021.

“A ‘imagem’ comum de um bombeiro é, na maior parte, a de um homem branco heterossexual que sai de um carro para combater incêndios”, diz o relatório. “A diversidade do serviço precisa refletir muito mais as comunidades que atende e a ampla gama de serviços que oferece.”

De acordo com os produtores da pesquisa, houve progresso no aumento da diversidade entre os bombeiros do Reino Unido, mas o ritmo tem sido lento, e a ação progressiva tem sido aplicada de forma inconsistente. “Muitas pessoas ainda estão sendo decepcionadas.”

O relatório foi elogiado pela NFCC. A organização disse que os dados ajudariam a criar “locais de trabalho seguros e inclusivos”. Os autores do estudo afirmam que o comprometimento dos chefes de bombeiros com a “inclusão” é tão importante quanto sua “competência”.

Segundo o relatório, “os programas de liderança precisam se concentrar tanto na inclusão quanto na competência operacional e estratégica”.

A pesquisa acusa a existência de uma lacuna entre os “líderes que vivem seus valores em linha com a inclusão” e “aqueles que operam em linha com valores excludentes”. A conclusão é que “o setor requer uma liderança forte e inclusiva, guiada por valores”.

O relatório diz ainda que “assédio, abuso e discriminação” são comuns entre os bombeiros e incluem a prática de “microagressões”. Os profissionais que denunciam a discriminação são “vitimizados” por isso, diz o estudo. Já os casos de má conduta são “burocráticos” e, às vezes, “mal administrados”.

Com base no estudo, “concordamos com essas conclusões de que o setor é institucionalmente racista, misógino e homofóbico”, dizem os autores do relatório.

Mark Hardingham, presidente da NFCC, disse que a organização estava “comprometida em cumprir” as conclusões do relatório. Segundo ele, os esforços “para melhorar a cultura e a inclusão” devem estar “continuamente incorporados em tudo o que fazemos”.

‘Bombeiros deveriam se concentrar em apagar incêndios’, diz ex-chefe do sindicato

Paul Embery, ex-membro do conselho-executivo do Sindicato dos Bombeiros (FBU), disse ao Telegraph que os chefes de bombeiros deveriam se concentrar em apagar incêndios em vez de “manipular a demografia da força de trabalho”.

“Os serviços públicos devem, é claro, garantir que indivíduos de todas as origens possam se juntar a eles, e o preconceito deve ser combatido onde ele existir”, afirma. “Mas, quando eles definem metas arbitrárias para recrutamento, isso se transforma em engenharia social.”

Embery também destaca existirem várias razões pelas quais determinados grupos podem não entrar em certos ofícios. “Há, por exemplo, poucos parteiros e quase nenhuma mulher coletora de lixo.” 

Na maioria das vezes, diz ele, tem pouco a ver com preconceito. Alguns indivíduos e grupos são atraídos por empregos que têm pouco apelo para outros, e “isso é apenas um fato da vida”.

“Deveríamos parar de nos fixar em manipular a demografia da força de trabalho em certos serviços públicos e nos concentrar mais em garantir que esses serviços tenham um melhor desempenho para o público.”

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3 comentários
  1. Rubem B.
    Rubem B.

    Se o relatório e’ honesto, e esta’ com essa composição por discriminação, pré-seleção intencional de candidatos, etc… então faz sentido cobrar, questionar lideres, reabrir vagas – e basta colocar nas mesmas condições de testes e avaliações de todos demais. Se passar, seja quem for… parabéns, isso e’ muito legal e justo.
    Agora, caso se o relatório for tendencioso… e se toda UK, com uma população de 92% de uma só etnia recebe os candidatos de forma voluntária e os avalia de forma justa… então, não há o que fazer. Ou vão obrigar pessoas não vocacionadas a se candidatarem?? Acho que o caso da Califórnia foi um exemplo de que em funções que têm vidas como responsabilidade objetiva, precisa ter capacidade física de carregar pessoas inconscientes, e a necessidade da consciência de auto sacrifício como real possibilidade, de que não funciona muito algumas agendas… só realmente quem e’ vocacionado e preparado para tal, deve ser rigorosamente selecionado seja da etnia, opção, grupo, que for… pois TODOS são iguais – com aptidões e habilidades diferentes.
    Pergunta final: Esses “racistas” em caso de incêndio, ao arriscarem as próprias vidas, salvam a todos, ou somente um determinado grupo ou uma etnia? Será que isso consta no relatório??… pensa ai.

  2. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Então fica a sugestão e faça beira com a corporação da Califórnia onde a chefe é assumidamente gay e muitos dos soldados também e coincidência ou não não parou uma casa de pé!

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