Covid-19 pode encolher o cérebro e causar perda de memória, mostra estudo

Cientistas precisam de mais investigação para saber se o dano pode ser revertido
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Foto: Canva
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A covid-19 pode fazer o cérebro encolher o equivalente a uma década de envelhecimento normal, de acordo com estudo publicado na revista Nature, na segunda-feira 7. Os pesquisadores da Universidade de Oxford afirmaram que, mesmo em casos leves causados por infecção pelo coronavírus, o órgão pode sofrer alterações.

Os pesquisadores identificaram danos cerebrais e complicações neurológicas associadas à covid meses após a infecção, inclusive na região ligada ao olfato. Os envolvidos no estudo também disseram que pacientes que tiveram a doença, mesmo depois de curados, podem manifestar sintomas como confusão mental, perda da concentração, de memória, dores de cabeça, distúrbios sensoriais, depressão e até psicose durante meses.

Método de pesquisa

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Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram o maior banco de dados de ressonância magnética do mundo. As varreduras iniciais do cérebro de 785 voluntários, feitas com ressonância magnética, analisaram o funcionamento do órgão antes do início da pandemia.

Uma segunda varredura foi realizada 38 meses depois. Cerca de 400 pacientes testaram positivo para a covid entre os dois exames. O restante do grupo não infectado serviu de parâmetro de comparação para as informações neurológicas e tinha características semelhantes aos infectados: idade, sexo, fatores de risco como pressão arterial, obesidade, diabetes e tabagismo e status socioeconômico. Os participantes do estudo com e sem a doença tinham entre 51 e 81 anos, e a maioria era branca.

“Ficamos bastante surpresos ao ver algumas diferenças claras em como o cérebro mudou nos participantes que foram infectados”, disse Gwenaelle Douaud, uma das neurocientistas que participaram da pesquisa. Os cientistas disseram ser preciso mais investigação para descobrir se o impacto pode ser parcialmente revertido ou se persistiria a longo prazo.

Redução do cérebro

O grupo infectado também apresentou uma redução de 0,2% a 2% no tamanho do cérebro, em comparação com aqueles que não foram infectados, e mostrou maior declínio cognitivo com base no desempenho de tarefas complexas.

Isso foi associado à atrofia, ou encolhimento, em uma parte específica do cerebelo — uma área na parte de trás e inferior do cérebro — ligada à cognição. As diferenças entre participantes infectados e não infectados foram mais acentuadas em pessoas mais velhas.

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7 comentários Ver comentários

  1. Infelizmente há tanta desinformação por parte da “ciência” que já fica difícil de acreditar de pronto nessas afirmações. Principalmente se vierem de “autoridades” que já (des)informaram antes. Nunca a ciência foi tão castigada como nestes últimos anos e nunca foi feito tanto terror para a população. Interessante num momento que já arrefece a pandemia, virem agora com essa nova “noticia”. Esperar para ouvir outros cientistas.

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