A crise política na França se agravou principalmente com a renúncia do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, nesta segunda-feira, 6. O episódio se dá menos de 24 horas depois da formação do novo governo. A líder do Rassemblement National (RN), Marine Le Pen, defendeu a dissolução da Assembleia Nacional e afirmou que a renúncia do presidente Emmanuel Macron seria “uma decisão sábia”.
Le Pen reforçou que a dissolução do Parlamento é “absolutamente inevitável”. Afirmou ainda que apenas novas eleições poderiam restaurar a legitimidade das instituições diante do descontentamento popular.
Receba nossas atualizações
O líder da União das Direitas pela República, Éric Ciotti, também pediu a antecipação da eleição presidencial. Ele considera que apenas esse pleito permitiria “recuperar a legitimidade” do povo francês.
Macron: sob pressão da extrema esquerda
Ao mesmo tempo, a esquerda radical se articula para o impeachment do presidente. O partido La France Insoumise (LFI) apresentou uma moção com a assinatura de 104 parlamentares. O bloco inclui deputados ecologistas e comunistas. Para eles, a “incompetência” de Macron compromete a estabilidade das instituições, a soberania popular e o funcionamento regular dos Poderes Públicos.
Jean-Luc Mélenchon, líder do LFI, publicou no X que a moção deve ser analisada imediatamente, depois da renúncia de Lecornu. A bancada de esquerda exige a saída de Macron desde o verão de 2024, quando a Nova Frente Popular conquistou uma maioria relativa nas eleições legislativas, mas não conseguiu a nomeação de um primeiro-ministro de esquerda.
+ Leia mais notícias de Mundo na Oeste






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.