publicidade
Mundo

Egito sedia negociações de paz entre Israel, Hamas e EUA

Diplomatas de Jordânia, Indonésia, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados participam das negociações

Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz | Foto: Gage Skidmore/Flickr
Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz | Foto: Gage Skidmore/Flickr

Representantes de Israel, Hamas e Estados Unidos iniciam neste domingo, 5, em território egípcio, uma nova rodada de negociações com o objetivo de destravar um acordo de paz em Gaza e viabilizar a libertação de reféns mantidos pelo Hamas.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

De acordo com informações do canal Al Jazeera e de meios de comunicação oficiais do Egito, os diálogos entre israelenses e integrantes do Hamas ocorrem de forma indireta e devem se estender até segunda-feira 6.

Além das delegações principais, diplomatas de Jordânia, Indonésia, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos também participam das tratativas no Egito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao Egito dois representantes, incluindo seu genro Jared Kushner, que já atuou como mediador em negociações anteriores entre israelenses e nações árabes durante o primeiro mandato do republicano.

O Hamas sinalizou na sexta-feira 3, disposição para discutir as propostas do governo Trump que visam encerrar o conflito em Gaza. O grupo declarou estar pronto para libertar 48 reféns, dos quais apenas 20 estariam vivos, como parte de esforços para instituir o Estado palestino e promover a retirada das forças israelenses do local.

Além das delegações principais, diplomatas de Jordânia, Indonésia, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos também participam das tratativas no Egito.

Pontos-chave do acordo em discussão

O esboço do acordo prevê um cessar-fogo de 72 horas, durante o qual seriam libertados os reféns e devolvidos os corpos de vítimas. O Hamas também informou ter aceitado a proposta da Casa Branca para um governo de transição liderado por tecnocratas palestinos, sob consenso nacional e apoio de países árabes e islâmicos.

Pelo plano apresentado por Trump, a administração temporária seria supervisionada por um “comitê de paz”, liderado pelo presidente dos EUA e figuras internacionais como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Um ponto delicado envolve a restrição à participação do Hamas nas discussões sobre o futuro político de Gaza. O plano norte-americano exclui o grupo de influenciar decisões, estabelece anistia a combatentes que se rendam, mas nega a eles cargos no possível governo palestino futuro.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.