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Eleição na Hungria pode encerrar ciclo de Viktor Orbán no poder

Disputa coloca frente a frente atual premiê e ex-aliado que ganhou força com críticas à economia e à relação com o bloco europeu

Viktor Orbán
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán | Foto: Wikimedia Commons

A Hungria realiza neste domingo, 12, uma eleição que pode redefinir o comando político do país. O primeiro-ministro Viktor Orbán, do partido Fidesz, tenta manter-se no poder depois de 16 anos, mas enfrenta uma concorrência mais equilibrada do que nas disputadas anteriores.

O principal adversário é Péter Magyar, do partido Tisza. Ex-integrante da base governista, ele rompeu com Orbán e passou a liderar uma campanha com foco no combate à corrupção e na retomada do diálogo com a União Europeia (UE).

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Levantamento da agência Reuters indica vantagem da oposição, embora o número de eleitores indecisos ainda mantenha o resultado indefinido.

O crescimento da candidatura de Magyar ocorre em meio a um cenário econômico adverso. O país registra estagnação, alta no custo de vida e críticas recorrentes aos serviços públicos.

Dados do Escritório Central de Estatística da Hungria mostram que os salários cresceram 9,1% em 2025, enquanto o ganho real ficou em 4,4%.

Projeções da União Europeia indicam que o déficit deve permanecer acima de 5% em 2026. A dívida pública segue em trajetória de crescimento, enquanto setores como indústria e investimento apresentam retração, com queda na produção e menor ritmo nas exportações.

O modelo eleitoral húngaro combina voto distrital e proporcional. O primeiro-ministro depende da maioria no Parlamento e não enfrenta limite de mandatos.

Os eleitores escolhem 199 deputados, sendo 106 em distritos uninominais, pelo sistema majoritário, e 93 por listas nacionais. Cada cidadão vota duas vezes: em um candidato local e em um partido.

Relação com a União Europeia entra no centro da disputa

A eleição também deve influenciar diretamente a posição da Hungria no cenário europeu. O governo de Orbán acumulou tensões com a UE em temas como Estado de direito, política migratória, direitos LGBT e apoio à Ucrânia.

+ Leia também: “Crise no querosene ameaça voos na Europa”

Em julho de 2025, a Comissão Europeia ativou mecanismos que permitem suspender repasses a países que descumprem regras do bloco. A medida resultou no congelamento de cerca de € 18 bilhões destinados à Hungria.

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