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Elite militar dos EUA intensifica operações perto da Venezuela

Unidade especializada dos EUA, conheça os 'Night Stalkers', que estaria em missões secretas no Caribe, com apoio da CIA

Da rampa traseira de um HC-130, o sargento Jeremy Mayo observa o reabastecimento aéreo de um helicóptero MH-60K Blackhawk, do Exército dos EUA
Da rampa traseira de um HC-130, o sargento Jeremy Mayo observa o reabastecimento aéreo de um helicóptero MH-60K Blackhawk, do Exército dos EUA | Foto: Força Aérea dos EUA/sargento Julianne Showalter

Movimentações recentes de helicópteros militares dos Estados Unidos (EUA) no Caribe, nas proximidades da Venezuela, colocaram em evidência o grupo de elite do Exército norte-americano conhecido como “Night Stalkers”. Essa unidade, oficialmente chamada de 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais (Soar, sigla em inglês), tem como foco missões secretas de alta complexidade, inclusive aquelas realizadas durante a noite.

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O grupo, também chamado de “Caçadores da Noite”, foi criado nos anos 1980 para executar operações noturnas sofisticadas. Contudo, passou a atuar igualmente em missões diurnas de grande precisão.

O esquadrão ficou famoso em 2011, quando participou diretamente da operação que resultou na morte do terrorista Osama Bin Laden, no Paquistão. Desde os ataques de 11 de setembro, em 2001, o regimento ampliou sua atuação e desempenha papel central na chamada Guerra ao Terror, promovida pelos Estados Unidos.

Operações e presença dos EUA no Caribe

Atualmente, os Night Stalkers dão suporte ao Comando Sul das Forças Armadas norte-americanas, responsável por ações militares na América do Sul e Caribe. Entre os equipamentos utilizados estão helicópteros pesados, como MH-60 Black Hawk e MH-47 Chinook, além de modelos leves MH-6 e AH-6 Little Bird, e uma divisão dedicada a drones de inteligência. O navio MV Ocean Trader costuma servir como base móvel para suas operações.

Na semana passada, aeronaves do grupo foram vistas em exercícios a menos de 150 km da costa venezuelana, segundo reportagem do jornal The Washington Post. Imagens divulgadas nas redes sociais no início de outubro mostraram quando helicópteros do esquadrão sobrevoam o Mar do Caribe, próximos a plataformas de petróleo e gás.

Leia mais: “Pax Trumpiana”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 292 da Revista Oeste

Uma análise feita pelo jornal, com imagens de satélite, identificou o MV Ocean Trader ao nordeste de Trinidad e Tobago. Uma fonte ligada ao governo Trump confirmou que os exercícios eram preparatórios e envolviam os helicópteros da unidade.

Contexto político e justificativas para operações

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O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador venezuelano Nicolás Maduro | Foto: Montagem Revista Oeste//Reprodução/X

O envolvimento recente dos Night Stalkers no Caribe ocorre em meio à estratégia do governo de Donald Trump, que passou a classificar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, como “narcoterrorista”.

Segundo veículos da imprensa norte-americana, desde setembro o governo Trump avalia uma operação militar com possíveis ataques ao país sul-americano, com estruturas ligadas a cartéis de drogas como alvo. O objetivo declarado seria a remoção de Maduro do poder. Em agosto, o Departamento de Justiça anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano.

Leia também: “A utopia brasileira e o pragmatismo chinês”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 292 da Revista Oeste

Posteriormente, os Estados Unidos enviaram navios e aeronaves militares para regiões próximas à costa da Venezuela, sob alegação de que era parte de uma ofensiva contra o tráfico internacional de drogas. Depois dessas medidas, ocorreram bombardeios a embarcações no Caribe, e o governo norte-americano afirmou que os barcos transportavam drogas e “narcoterroristas”.

Nesta quarta-feira, 22, o jornal The Washington Post revelou que os Estados Unidos planejam ampliar as ações na costa da Venezuela, com agentes secretos da Agência Central de Inteligência (CIA). Trump já reconheceu ter autorizado operações da CIA no país vizinho, como relatou o The New York Times, que informou a existência de “operações letais” em andamento.

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2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Seria lindo ,os Sels arrastar o maduro .
    Petro e depois lula.

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Depois de derrubar e prender o maduro, bem que poderiam passar aqui e prender o bebum de nove-dedos.

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