Em cerimônia de posse, presidente de Taiwan reafirma a autonomia da ilha

Em resposta à afirmação de Tsai Ing-wen, o governo comunista afirmou que a "reunificação" com Taiwan é inevitável e que não vai tolerar nenhuma tentativa de independência taiwanesa.
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Tsai Ing-wen discursando para tropas do país | Foto: Presidência de Taiwan/Flickr
Tsai Ing-wen discursando para tropas do país | Foto: Presidência de Taiwan/Flickr | Tsai Ing-wen discursando para tropas do país

Tsai Ing-wen rejeito qualquer proposta de controle do governo de Pequim na ilha; China afirma que não vai tolerar nenhuma tentativa de independência

Tsai Ing-wen discursando para tropas do país
Tsai Ing-wen discursando para tropas do país | Foto: Presidência de Taiwan/Flickr

Em cerimônia de posse para o seu segundo mandato nesta quarta-feira, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, afirmou que o país não vai aceitar fazer parte da China sobre os termos propostos por Pequim de “um país, dois sistemas”. A afirmação deve piorar ainda mais a relação já tensas entre os dois lados.

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Em resposta à Tsai, o governo comunista afirmou que a “reunificação” com Taiwan é inevitável e que não vai tolerar nenhuma tentativa de independência taiwanesa.

Em seu discurso após ser empossada mais uma vez para o comando da ilha democrática, a presidente de Taiwan disse que a relação entre os ambos alcançaram um ponto histórico de virada. “Os dois lados tem o dever de achar um jeito de coexistir ao longo do tempo e prevenir a intensificação de antagonismos e diferenças”, afirmou de acordo com a Reuters.

O Partido Democrático Progressista de Tsai conseguiu uma vitória esmagadora nas eleições de janeiro, o que irritou profundamente Pequim, que quer controlar o território da ilha.

“Aqui, eu quero reiterar as palavras ‘paz, igualdade, democracia e diálogo’. Nós não aceitaremos que as autoridades de Pequim utilizem o princípio de ‘um país, dois sistemas’ para diminuir Taiwan. Nós permaneceremos com a mesma posição por princípio”, disse Tsai.

Um conflito antigo

China e Taiwan — que é oficialmente a República da China — estão separados desde 1949, quando as forças nacionalistas fugiram para a ilha após os comunistas tomarem o poder na China continental.

Através de ameças e ofertas de um sistema similar de autonomia de Hong Kong e Macau,  que mostrou ser longe de democrático, Pequim quer ter o controle sobre Taiwan, utilizando a força caso a ilha ameace declarar a independência.

Em meio à crise do coronavírus, a situação entre os dois lados vive um momento crítico.

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