Embaixadores pedem que Haiti seja liderado por primeiro-ministro afastado do poder

Ariel Henry havia sido designado pelo presidente Jovenel Moïse, que foi assassinado
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Claude Jospeh, primeiro-ministro do Haiti, é contestado por representantes da ONU e da OEA
Claude Jospeh, primeiro-ministro do Haiti, é contestado por representantes da ONU e da OEA | Foto: Reprodução/Twitter/Claude Joseph

Em meio à grave crise política que atinge o Haiti desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em caso ainda não esclarecido, um grupo de embaixadores de seis países e representantes da União Europeia, da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um manifesto de apoio a Ariel Henry, primeiro-ministro que está afastado do governo.

Henry havia sido nomeado primeiro-ministro por Moïse dois dias antes de sua morte e, em tese, deveria assumir o governo do país. Entretanto, o primeiro-ministro interino, Claude Joseph, vem ocupando essa função, com o apoio das Forças Armadas, ainda que Henry reivindique o posto. Joseph se tornou alvo de uma investigação que apura sua possível participação na morte de Moïse.

Leia mais: “Primeiro-ministro do Haiti é investigado como mandante da morte do presidente”

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O comunicado em apoio a Henry é assinado pelo Core Group, composto por embaixadores de Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos e França. A nota pede “um governo consensual e inclusivo” no Haiti. “Para este fim, incentivamos fortemente o primeiro-ministro designado, Ariel Henry, a continuar a missão que lhe foi confiada para formar tal governo”, afirmam os diplomatas.

Leia também: “Suposto mandante da morte do presidente do Haiti é preso”

O grupo também faz um apelo para que “todos os atores políticos, econômicos e da sociedade civil do país apoiem totalmente as autoridades em seus esforços para restaurar a segurança” no Haiti.

Dagomir Marquezi: “Quem mandou matar o presidente do Haiti?”

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2 comentários

  1. Como é bom ver o Brasil assinando comunicados ao lado de verdadeiros parceiros ocidentais, ao invés dos tempos em que nos aliávamos a ditaduras falidas de esquerda.

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