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Espionagem: EUA agora miram guindastes chineses

Empresa de Pequim controla cerca de 70% do mercado global

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As autoridades dos Estados Unidos estão preocupadas com uma nova suposta modalidade de espionagem com guindastes operada pela China. Dessa vez, os equipamentos fabricados pelos chineses e que estão em portos norte-americanos estariam sendo fonte de informações do Partido Comunista, publicou no domingo 5, o jornal Wall Street Journal.

Os guindastes contêm sensores sofisticados que podem registrar e rastrear a proveniência e o destino dos contêineres, por meio da espionagem clandestina. Com isso, o Pentágono acredita que a China estaria capturando informações sobre o envio de material para dentro ou fora do país para apoiar as operações militares dos EUA em todo o mundo.

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Nesse contexto, os gigantescos guindastes navio-terra têm atraído nova atenção. O projeto de lei de política de defesa de US$ 850 bilhões exige que o Departamento de Transportes produza um estudo até o fim deste ano sobre se os guindastes fabricados no exterior representam ameaças à segurança cibernética ou nacional.

A fabricação dos guindastes

Os guindastes da ZPMC entraram no mercado dos Estados Unidos há duas décadas, oferecendo equipamentos de boa qualidade que eram significativamente mais baratos do que os de fornecedores ocidentais.

Em um vídeo publicado em 2017, Hailiang Song, então presidente do ZPMC, disse que a empresa “costumava vender equipamentos, mas agora estamos vendendo sistemas”. Ele ainda acrescentou, na época, que “através do escritório principal em Xangai, é possível monitorar todos os guindastes”.

Atualmente, a ZPMC afirma controlar cerca de 70% do mercado global de guindastes e já vendeu seus equipamentos em mais de cem países. Nos EUA, a empresa fabrica 80% dos guindastes usados nos portos do país.

Os enormes guindastes geralmente são entregues nos portos dos EUA totalmente montados em navios e são operados por meio de software fabricado na China.

A Agência de Inteligência de Defesa conduziu uma avaliação confidencial em 2021 e descobriu que Pequim poderia potencialmente limitar o tráfego portuário ou coletar informações sobre o envio de equipamentos militares.

A ZPMC é uma subsidiária da China Communications Construction Co (CCCC), uma empreiteira líder da iniciativa do Cinturão Econômico da Rota da Seda, do líder chinês Xi Jinping, para desenvolver infraestrutura e vínculos comerciais. Em 2020, as autoridades dos EUA limitaram o acesso de cinco unidades CCCC à tecnologia dos EUA, citando seu papel no programa de fusão militar-civil de Pequim, entre outros fatores.

China classifica preocupação com espionagem como “paranoia”

Um representante da Embaixada da China em Washington chamou as preocupações dos EUA sobre os guindastes de uma tentativa “paranoica” de obstruir o comércio e a cooperação econômica com a China.

Leia também: “Afinal, o que era o ‘balão de espionagem’ chinês?”

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