Os Estados Unidos (EUA) assumiram na segunda-feira, 1º, a presidência do G20 para 2026. Segundo o governo de Donald Trump, o grupo voltará a priorizar crescimento econômico, prosperidade e “resultados concretos”.
O comunicado divulgado pela Casa Branca lista três eixos: redução de encargos regulatórios, segurança e acessibilidade das cadeias de energia e avanço de tecnologias e inovações.
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A Cúpula de Líderes do G20 será realizada em Miami, na Flórida, no ano em que o país comemora 250 anos.
Cúpula do G20 em novembro não teve participação dos EUA

Em novembro, a cúpula do G20 em Johannesburgo, na África do Sul, não teve representação dos Estados Unidos. Na época, o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu boicotar o encontro, por desentendimentos com o governo de Cyril Ramaphosa, a quem acusa de cometer um “genocídio contra brancos”.
A decisão de faltar ao evento ocorreu no pior momento das relações entre Washington e Pretória, o governo sul-africano. Trump acusou o país de perseguir sua minoria branca com uma nova lei de reforma agrária que prevê desapropriar terras.
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O argumento do governo da África do Sul, porém, era que a legislação vai reduzir a desigualdade. Isso porque, mesmo sendo a minoria da população, os brancos sul-africanos possuem 72% das terras agrícolas.
Pesam ainda na tensão o corte de ajuda externa com o desmonte da Usaid e o processo movido pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça contra Israel. Indagado sobre a ausência, Ramaphosa afirmou que os Estados Unidos saem perdendo. “[Os EUA] precisam pensar se um boicote, na política, costuma funcionar”, disse. “Minha experiência diz o contrário.”
Também não participaram o argentino Javier Milei, que enviou o chanceler Pablo Quirno; a mexicana Claudia Sheinbaum; e o russo Vladimir Putin. Os demais líderes participaram, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que é o G20?
O G20 é o grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Criado em 1999, tornou-se um dos principais fóruns globais de coordenação econômica, discutindo temas como crescimento, comércio, estabilidade financeira, energia e desenvolvimento.
O bloco responde por cerca de 85% do Produto Interno Bruto mundial, dois terços da população do planeta e 75% do comércio internacional, o que faz das decisões do grupo um termômetro relevante para a política econômica global.






































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