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EUA aumentam restrições para comércio de chips de IA em todo o mundo

O governo Biden quer evitar que a China e outros países consigam desenvolver tecnologias sensíveis e com duplo uso, civil e militar

Evento de Inteligência Artificial (IA) na China | REUTERS/Aly Song/File Photo
Evento de Inteligência Artificial (IA) na China | REUTERS/Aly Song/File Photo

O governo dos EUA informou, nesta segunda-feira, 13, que aplicará novas restrições sobre as exportações de chips e tecnologia de inteligência artificial (IA).

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden | REUTERS/Elizabeth Frantz
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden | Elizabeth Frantz/Reuters

As novas regras dividirão o mundo para manter o poder de computação avançado nos EUA e entre seus aliados. A ideia é bloquear o acesso da China à tecnologia.

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Ao mesmo tempo, será mantido um bloqueio nas exportações para China, Rússia, Irã e Coreia do Norte.

“Os EUA lideram a IA nesse momento, tanto no desenvolvimento de IA quanto no design de chips de IA, e é fundamental que continuemos assim”, disse a secretária norte-americana de Comércio, Gina Raimondo.

EUA querem limitar exportação de chips para a China

As regulamentações fazem parte do esforço levado adiante nos últimos quatro anos pelo governo de Joe Biden para dificultar o acesso da China a chips avançados que podem aprimorar suas capacidades militares.

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Embora não esteja claro como o novo governo do presidente norte-americano eleito, Donald Trump, aplicará as novas regras, as duas administrações compartilham visões semelhantes sobre a ameaça representada pela China.

Novos limites serão colocados em unidades avançadas de processamento gráfico (GPUs), usadas para alimentar data centers necessários para treinar modelos de IA.

A maioria desses chips é feita pela Nvidia, empresa baseada na Califórnia. Principais provedores de serviços em nuvem, como a MicrosoftGoogleAmazon, poderão buscar autorizações para construir data centers em outros países.

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Para obter esses documentos, as empresas deverão cumprir condições e restrições rigorosas, incluindo requisitos de segurança.

O governo Biden impôs restrições duras à China apara acesso a chips avançados e aos equipamentos para produzi-los, atualizando os controles anualmente para endurecer as restrições, até mesmo contra países que poderiam desviar a tecnologia para a China.

Fabricantes de chips criticam novas restrições

Os fabricantes de chips criticaram as novas restrições. A Nvidia chamou a regra de “excesso radical” e disse que a Casa Branca iria reprimir “tecnologia que já está disponível em PCs de jogos convencionais e hardware de consumo”.

Para o provedor de data center Oracle, as regras entregariam “a maior parte do mercado global de IA e GPU aos nossos concorrentes chineses”.

A regulamentação divide o mundo em três grupos:

  • cerca de 18 países, incluindo Japão, Grã-Bretanha, Coreia do Sul e Holanda, estarão essencialmente isentos das regras;
  • cerca de 120 outros países, incluindo Cingapura, Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos enfrentarão limitações; e
  • países sob embargo por parte dos EUA, como Rússia, China e Irã, serão impedidos de receber a tecnologia por completo.

Além disso, provedores sediados nos EUA que receberão autorizações globais, como AWS e Microsoft, poderão implantar apenas 50% de seu poder total de computação de IA fora dos Estados Unidos, não mais do que 25% fora dos países de nível 1 e não mais do que 7% em um único país que não seja de nível 1.

A IA tem o potencial de aumentar o acesso a saúde, educação e alimentação, entre outros benefícios, mas também pode ajudar a desenvolver armas biológicas, dar suporte a ataques cibernéticos e auxiliar na vigilância e outros abusos de direitos humanos.

“Os EUA precisam estar preparados para rápidos aumentos na capacidade da IA ​​nos próximos anos, o que pode ter um impacto transformador na economia e na nossa segurança nacional”, disse o conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, Jake Sullivan.

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3 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    Os EUA tentando bloquear outros países, como fez no pós guerra, para manter seu poder e superioridade.
    Não conseguem acompanhar o ritmo dos orientais, então usam o boicote para atrasar o processo.
    Domínio ameaçado.

  2. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Certissimo. Enforcar a ditadura chinesa no ponto mais sensível deles; não geram tecnologias avançadas; apenas as copiam, e mal!!!

    1. Fabiano Vilas Boas
      Fabiano Vilas Boas

      Luciano, seu pensamento está 1 década atrasado.
      Nesse tema, a China está muito a frente dos EUA, e a ditadura em questão, é imposta pelos EUA, pois querem manter sua hegemonia e domínio mundial a base de boicote.
      Pense bem: para o Brasil comprar os caças suecos Grippen, teve que receber autorização do governo dos EUA. Não é estranho? Não é privação da liberdade? Não é intromissão em nossa soberania?

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