O governo de Trinidad e Tobago confirmou nesta sexta-feira, 14, que suas tropas participarão de exercícios militares com os Estados Unidos entre 16 e 21 de novembro. A iniciativa ocorre em meio à escalada de tensões com a Venezuela. Além disso, reforça a posição do país caribenho como aliado estratégico de Washington na região.
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O Ministério das Relações Exteriores trinitino descreveu a ação como parte de uma cooperação histórica com os norte-americanos, sem detalhar o tipo de operação nem mencionar diretamente o regime de Nicolás Maduro. Esta será a segunda atividade conjunta em menos de um mês. Em outubro, um navio de guerra americano chegou ao país e permaneceu ancorado em porto local por vários dias.
Reação da Venezuela e exibição de força
Em resposta, Maduro suspendeu um acordo energético com Trinidad e Tobago e declarou a primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar persona non grata. O ditador venezuelano, por sua vez, ordenou exercícios militares envolvendo tanques, caças e baterias antiaéreas, e classificou a operação como uma ameaça à América Latina e à humanidade.
Enquanto isso, os Estados Unidos reforçaram a presença na região com navios de guerra, caças e milhares de soldados. O maior porta-aviões do mundo, USS Gerald Ford, chegou ao Atlântico Sul na terça-feira 11. Ele navega acompanhado de destróieres e com um sobrevoo estratégico de bombardeiros B-52 escoltados por caças F/A-18, em demonstração de poder a Caracas.
Analistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) indicam que, embora o contingente norte-americano ainda não seja suficiente para uma invasão terrestre, o poder aéreo e naval acumulado nos últimos meses permite ataques precisos contra alvos estratégicos venezuelanos, incluindo pistas de pouso e bases aéreas. A frota de Caracas, com cerca de 30 aeronaves operacionais, enfrenta dificuldades logísticas e limitações depois de anos de embargo.
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