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EUA elevam presença militar perto da Venezuela, e regime chavista fala em ‘risco de guerra’

Movimentos aéreos depois das declarações de Trump sobre ofensivas terrestres acendem alerta em Caracas e ampliam tensão na América Latina

EUA elevam presença militar perto da Venezuela
Aviões de combate dos EUA voltam a sobrevoar a Venezuela | Foto: Reprodução/FlightRadar

Depois de recentes declarações de Donald Trump sobre a ampliação de operações militares, aeronaves das Forças Armadas dos Estados Unidos voltaram a ser identificadas próximas ao espaço aéreo da Venezuela na noite de sexta-feira, 12. 

Dados do Flightradar24 e de outros sistemas de rastreamento mostraram cinco EA-18G Growler da Marinha norte-americana voando a área próxima da Venezuela com transponders ativados, que foram desligados pouco depois.

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Registros e vídeos publicados em redes sociais sugerem que ao menos um dos jatos sobrevoou o arquipélago de Los Roques, em pleno Caribe venezuelano. O episódio ocorreu dias depois de Trump defender, em discurso público, novas etapas de ações militares contra o narcotráfico, incluindo potenciais ofensivas terrestres.

Trump fala em operações em terra

Navios de guerra, ameaças de Trump e o isolamento internacional de Maduro colocam a crise venezuelana em território desconhecido | Foto: Montagem/Reprodução
Navios de guerra, ameaças de Trump e o isolamento internacional de Maduro colocam a crise venezuelana em território desconhecido | Foto: Montagem/Reprodução

O ex-presidente dos EUA afirmou que operações marítimas no Caribe seriam sucedidas por ações em território continental, observando que “qualquer país envolvido no envio ou produção de drogas será alvo”.

“Eliminamos 96% das drogas que entravam por via marítima”, declarou Trump, depois de comentar incursões aéreas. “Agora estamos começando por terra — e por terra é mais fácil. Não vamos permitir que destruam nossa juventude.”

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Na segunda-feira 9, dois caças F-18 ingressaram no espaço aéreo venezuelano por cerca de 40 minutos, executando manobras espirais sobre o Golfo da Venezuela antes de seguir rumo ao norte, na direção do USS Gerald Ford, que opera próximo à ilha de Aruba.

Trump também sustentou ter obtido “redução histórica das drogas” durante sua gestão, repetindo que as operações não se limitam à Venezuela, mas atingirão “os responsáveis por introduzir drogas e causar mortes” nos EUA.

Venezuela fala em risco de guerra na América Latina

Depois de novas movimentações militares, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, afirmou que os Estados Unidos “querem provocar uma guerra na América Latina e no Caribe”.

“O povo dos Estados Unidos deve entender que seu governo é um instrumento para a guerra”, afirmou o ministro. “Pretende-se fazer uma guerra na América Latina e no Caribe.”

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López disse ainda que Washington tenta “devolver em sacos e urnas seus jovens soldados”, acusando a Casa Branca de usar a luta antidrogas como justificativa para ações militares. 

Apesar do tom de confronto, declarou que a Venezuela “clama por paz”, mas seguirá “em rebeldia” diante da “ação nefasta do imperialismo norte-americano”.

Leia também: “Entre Dallas e Caracas”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 297 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. PCC
    PCC

    Pelo visto esse Trump é muita alegoria e pouco samba enrêdo.

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