O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou décimo o ataque a uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Caribe nesta sexta-feira, 24. Em publicação no X, ele comunicou que o alvo era um barco pertencente ao cartel venezuelano Tren de Aragua. O número de mortos em ofensivas na costa venezuelana subiu para 43.
O Tren de Aragua é classificado como terrorista pelo governo dos EUA. “Durante a noite, sob a direção do presidente Trump, o Departamento de Guerra fez um ataque cinético letal contra uma embarcação operada pelo Tren de Aragua (TdA), uma Organização Terrorista Designada (DTO), que traficava narcóticos no Mar do Caribe.”
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“Nossa inteligência sabia que a embarcação estava envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, transitava por uma rota conhecida de narcotráfico e transportava narcóticos”, escreveu Hegseth. O secretário informou que seis homens estavam a bordo durante o ataque, ocorrido em águas internacionais, sendo este o primeiro realizado à noite.
“Todos os seis terroristas foram mortos, e nenhuma força norte-americana foi ferida neste ataque”, acrescentou Hegseth. “Se você é um narcoterrorista que contrabandeia drogas em nosso hemisfério, nós o trataremos como tratamos a Al-Qaeda. Dia ou noite, mapearemos suas redes, rastrearemos seu pessoal, o caçaremos e o mataremos.”
Como parte das novas medidas, os EUA anunciaram o envio do destróier USS Gravely para Trinidad e Tobago, onde serão realizados treinamentos militares conjuntos com a força de defesa local, nas proximidades da Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores de país latino-americano confirmou que as atividades acontecerão até a próxima quinta-feira, 30, consolidando a cooperação militar com os norte-americanos.
Presidente da Colômbia critica ofensivas dos EUA
O mais recente ataque, realizado na costa da Colômbia, foi confirmado por Hegseth na última quarta-feira, 22. O presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou a ação e acusou os EUA de “execuções extrajudiciais”. Em coletiva, ele afirmou que as operações ordenadas por Trump violam o direito internacional, além de representarem “uso desproporcional da força que é punido pelo direito internacional humanitário”.
Petro também destacou o aumento da presença militar norte-americana no Caribe, ao citar a circulação de navios de guerra, aeronaves e mísseis dos Estados Unidos na região. Ele relatou ainda a morte de um pescador local e criticou a suspensão da certificação antidrogas, considerando a medida um insulto.
No último domingo, 19, Trump chamou Petro de “barão da droga” e ameaçou cortar financiamento à Colômbia, além de insinuar possíveis operações militares no país. Petro respondeu com alegação de que o barco atingido pertencia a uma família humilde e não à guerrilha Exército de Libertação Nacional, como havia alegado Hegseth, além de convocar de volta seu embaixador nos EUA.

Democratas se opõem a ações militares no Caribe
As operações norte-americanas no Caribe repercutiram entre juristas e parlamentares democratas, que classificaram os ataques como violações do direito internacional. Já Trump afirma que os EUA estão em guerra contra grupos narcoterroristas venezuelanos. Autoridades dos EUA argumentaram que o uso de força letal é necessário diante do fracasso de métodos tradicionais para conter o tráfico de drogas.
Com o objetivo de reforçar o cerco, os Estados Unidos enviaram ao Caribe destróieres equipados com mísseis, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6,5 mil soldados. Trump autorizou a Agência Central de Inteligência a realizar operações secretas na Venezuela, elevando as especulações sobre possíveis ações contra o ditador Nicolás Maduro.
Em paralelo, o Departamento de Defesa confirmou que o almirante Alvin Holsey deixará o comando do Comando Sul ainda neste ano, depois de recentes desentendimentos com Hegseth quanto à estratégia militar dos EUA na Venezuela.
Vou me alistar pra invadir a Venezuela