Os Estados Unidos mobilizaram navios de guerra e fuzileiros navais para participarem de exercícios militares conjuntos em Trinidad e Tobago a partir deste domingo, 26, com o envio do destróier USS Gravely. A iniciativa reforça a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, acusado pelo presidente Donald Trump de envolvimento com o tráfico de drogas.
O governo de Trinidad e Tobago informou que o USS Gravely permanecerá em seu território até a próxima quinta-feira, 30, e destacou que a ação faz parte de esforços de cooperação militar e segurança regional com os norte-americanos. Os exercícios envolvem a 22ª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais dos EUA, que participa de treinamentos ao lado das forças locais durante o mesmo período.
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Informações revelam que dois cidadãos de Trinidad e Tobago morreram em outubro em uma ofensiva norte-americana, segundo a agência Rfi, mas autoridades do país ainda não confirmaram oficialmente os óbitos. Desde maio, a primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar adota posicionamento alinhado a Trump e tem endurecido o discurso sobre imigração e questões criminais que envolvem venezuelanos.
Nesta quinta-feira, 23, um bombardeiro B-1B dos Estados Unidos sobrevoou o Mar do Caribe próximo à Venezuela, em mais uma demonstração de força. Nos últimos dias, Washington mobilizou sete navios de guerra para o Caribe e um para o Golfo do México, além de declarar nove ataques recentes na região, que resultaram em pelo menos 37 mortes.
De acordo com o governo Trump, a operação mira o combate ao narcotráfico e o presidente Nicolás Maduro, acusado pelos EUA de ligação com cartéis. Em discurso na Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos continuam “descontentes com a Venezuela por várias razões”.
Trump também declarou que a Venezuela “esvaziou suas prisões em nosso país” e ressaltou que “não vai necessariamente pedir a aprovação de uma declaração de guerra” ao Congresso, responsável por autorizar eventuais intervenções militares.
Maduro e oficiais da Venezuela debocham de ameaça
Nicolás Maduro, que deseja mitigar as tensões com Washington, ironizou, em inglês, durante uma assembleia com sindicatos: “Yes, peace, yes, peace forever! No crazy war” — “Sim, paz, sim, paz para sempre! Sem guerra maluca”. Em pronunciamento mais sério, o ditador venezuelano mencionou testes com equipamentos militares vindos da Rússia e da China durante treinamentos recentes.

“Obrigado ao presidente Vladimir Putin, obrigado à Rússia, obrigado à China e obrigado a muitos amigos no mundo. A Venezuela tem equipamentos para garantir a paz”, disse o ditador.
Maduro declarou ainda que os EUA usam o combate ao tráfico como justificativa “para impor uma mudança de regime” e controlar as reservas de petróleo venezuelanas. Paralelamente, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que qualquer ação secreta da Agência Central de Inteligência (CIA) no país está condenada ao fracasso.
“Sabemos que a CIA está presente” no território venezuelano, disse o general. “Os norte-americanos podem até enviar agentes da CIA em operações clandestinas em qualquer lugar do país. Toda tentativa vai fracassar.”
+ Leia também: “Confissões explosivas“, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 293 da Revista Oeste






































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