EUA: maioria dos pais rejeita vacinar crianças contra covid

Taxa de imunização de bebês está abaixo do esperado pelas autoridades de saúde
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Pais têm preocupação com segurança da vacina e questionam sua necessidade
Pais têm preocupação com segurança da vacina e questionam sua necessidade | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Mais de um mês depois que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos recomendou vacinas contra a covid-19 para crianças com idade entre 6 meses e 4 anos, cerca de 4% a 5% dos 17,4 milhões de crianças nessa faixa etária foram imunizadas. O número está muito abaixo do esperado pelas autoridades de saúde. Os dados sobre a imunização e as estimativas populacionais, publicados no The Wall Street Journal, são do CDC e da Academia Americana de Pediatria.

Já o índice de vacinação para crianças de 5 a 11 anos — cuja recomendação para vacina contra covid foi feita pelo CDC em novembro passado — atingiu 38% do público alvo.

“As taxas de vacinação não são o que esperávamos”, disse Brannon Traxler, diretor de saúde pública do Departamento de Saúde e Controle Ambiental da Carolina do Sul, Estado onde cerca de 2% das crianças com 4 anos ou menos foram vacinadas.

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Pesquisas feitas por órgãos de saúde revelam que alguns pais estão adiando a vacinação porque seus filhos foram infectados recentemente, porque não consideram o vírus como uma ameaça ou porque têm preocupações com a segurança das vacinas contra covid, ainda em fase experimental. Pesquisa publicada em julho pela Kaiser Family Foundation mostrou que mais de quatro pais em cada dez disseram que definitivamente não vacinariam seus filhos pequenos.

Entrevistado pelo Wall Street Journal, o professor de ciências de Nova Jérsei Joe Woerner, 47 anos,  disse que não planeja vacinar seu filho de 8 meses nem a filha de 3 anos. Segundo ele, seus quatro filhos se recuperaram de casos leves de covid-19 e não viu evidências científicas suficientes de que o vírus representasse uma ameaça para crianças pequenas. Ele também está preocupado que as vacinas não tenham sido testadas o suficiente em crianças. Nem ele nem a mulher se vacinaram.

A diretora do Departamento de Saúde do Arkansas, Jennifer Dillaha, disse que é improvável que pais não vacinados levem seus filhos para serem imunizados, porque são pessoas, segundo ela, que “acreditam que as vacinas não são seguras ou não são necessárias ou que o covid-19 não é real”. No Arkansas, 1,8% das crianças com 4 anos ou menos foram vacinadas.

A maioria das crianças que se contraem covid apresenta sintomas leves ou inexistentes. Depois do surgimento da variante ô

Ômicron, no entanto, as hospitalizações de crianças aumentaram e as autoridades de saúde incentivam as crianças a tomarem as vacinas para proteger os idosos.

Na maioria dos Estados, os órgãos de saúde esperam que os pediatras, de maneira gradativa, convençam os pais a imunizarem as crianças pequenas. O diretor médico da Associação de Oficiais de Saúde Estaduais e Territoriais, Marcus Plescia, disse, porém, que é “relativamente baixo” o número de pediatras que se inscreveram para administrar a vacina.

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