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EUA mandam recado à China

País de Xi Jinping enfrentaria ‘custos reais’ caso forneça armas à Rússia

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O presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da China, Xi Jinping, se encontram na Indonésia, antes da cúpula da G20 - 14/11 | Foto: Reprodução/Twitter/Bloomberg

A China poderá enfrentar “custos reais” caso decida fornecer armas à Rússia. O aviso foi dado pelo conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan.

“De nossa perspectiva, na verdade, esta guerra apresenta complicações reais para Pequim”, disse. “E Pequim terá de tomar suas próprias decisões sobre como proceder, se fornecerá assistência militar”, advertiu o conselheiro. “Mas, se for por esse caminho, terá um custo real para a China.” A declaração foi dada à CNN, no domingo 26.

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Sullivan ainda disse acreditar que os líderes da China estão avaliando os “riscos” ao tomar as suas decisões. Os EUA “não estão apenas fazendo ameaças diretas”, observou. “Estamos apenas expondo as apostas e as consequências, como as coisas aconteceriam. E estamos fazendo isso de forma clara e específica a portas fechadas”, explicou, ao se referir às conversas diplomáticas com a China.

Os comentários de Sullivan acontecem em um momento crítico da guerra na Ucrânia. Os EUA têm informações de que o governo chinês está considerando fornecer à Rússia drones e munições para uso na guerra, disseram à CNN três fontes familiarizadas com a inteligência.

Desde a invasão da Ucrânia, a Rússia solicitou repetidamente drones e munições da China. Nos últimos meses, o Partido Comunista chinês tem debatido ativamente se deve ou não enviar a ajuda letal.

Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, o conselheiro afirmou que a guerra é imprevisível. “Um ano atrás, estávamos todos nos preparando para a queda de Kiev em questão de dias”, lembrou. “Um ano depois, Joe Biden estava com o presidente Zelensky em Kiev, declarando que Kiev está de pé.”

Segundo ele, os EUA continuarão fornecendo tanques de guerra, veículos de combate, blindados, artilharia e sistemas táticos de defesa aérea à Ucrânia, “para que os combatentes possam retomar o território atualmente ocupado pela Rússia”, disse.

Leia também: “A guerra na Ucrânia faz tráfico aniversário”, texto publicado na edição 153 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Angela
    Angela

    Enquanto muitos acreditavam, eu me incluo, que a ação militar russa fosse em pouco tempo restaurar a ordem na região, Joe Biden assinava contratos com empresas militares que vão fornecer armas à Ucrânia por muitos anos, arrastando a Ucrânia numa guerra sem fim e a Europa num caos total. Basta, né?

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