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EUA negam reportagem a respeito de pressão de Trump sobre Netanyanu

Embaixador norte-americano em Israel negou qualquer pressão para interrupção do conflito em Gaza neste momento

Benjamin Netanyahu Israel EUA Trump
O primeiro-ministro da China, Li Qiang, também está escalado para falar nesta sexta-feira | Foto: Reprodução/Instagram/PMO

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, negou, nesta segunda-feira, 19, reportagem do jornal Washington Post, segundo a qual pessoas próximas a Trump teriam alertado Israel de que Washington abandonaria Jerusalém caso a guerra em Gaza não fosse encerrada.

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“Considere a fonte – o Washington Post”, disse Huckabee ao Ynet. O embaixador afirmou que “a reportagem deles é um absurdo. Eles precisam ouvir o que o presidente diz – e não o que alguma ‘fonte’ desinformada finge saber.”

Mais cedo, uma fonte confidencial citada pelo Post, afirmou, segundo o jornal, que a administração Trump lançou um duro ultimato a Israel: a retirada de apoio crucial caso o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não ponha fim ao conflito na Faixa de Gaza.

A pressão dos EUA sobre Israel, relata o jornal, visto como uma publicação com tendências mais à esquerda, teria se intensificado nos últimos dias, especialmente à medida que o governo israelense convoca mais reservistas e intensifica os bombardeios em Gaza, para atingir os terroristas do Hamas.

“As pessoas de Trump estão avisando Israel:‘Vamos abandoná-los se vocês não encerrarem esta guerra’”, revelou a fonte, sob condição de anonimato por, segundo o jornal, não estar autorizada a comentar os delicados diálogos diplomáticos.

Netanyahu e os EUA

O Post declarou que, durante uma reunião de gabinete no domingo, Netanyahu teria minimizado o reinício da ajuda humanitária e tratou a decisão como algo meramente administrativo, conforme relatou a mesma fonte. Ele teria dito aos ministros que era “apenas uma formalidade”, feita como uma medida diplomática para manter em bom nível a relação com os EUA.

Leia mais: “Israel amplia controle sobre Gaza e libera ajuda para evitar fome”

Apesar de contar com “uma enorme maioria no Knesset e em Israel”, a fonte afirmou que Netanyahu “não tem vontade política” para encerrar as hostilidades.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) permitiram que a ajuda humanitária começasse a entrar na Faixa de Gaza na segunda-feira, depois de uma pausa de dois meses e meio, que começou no início de março.

A diminuição da ajuda ocorreu quase ao mesmo tempo em que intensificou a nova invasão da Faixa com cinco divisões.

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