O acordo para a libertação dos reféns foi visto com alívio pela entidade Bring Them Home Now, que representou os familiares dos sequestrados em 7 de outubro pelo grupo terrorista Hamas.
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Alívio, porém, não quer dizer euforia. Isto porque os reféns ainda não foram libertados. A experiência dos amigos e familiares mostra que é preciso esperar para ter certeza. A expectativa é que isso ocorra entre segunda-feira 13 e terça-feira 14, conforme conta a Oeste o representante da entidade no Brasil, Rafael Azamor.
“O movimento recebeu o cessar-fogo com alívio e esperança”, afirma Azamor. “É uma etapa essencial para viabilizar o retorno dos reféns. Houve emoção no anúncio, mas também cautela: muitos familiares disseram que só acreditarão quando os reféns estiverem de volta. O cessar-fogo foi interpretado como um passo importante, mas não definitivo.”
Além disso, alguns ainda lamentam que esse desfecho tenha demorado mais de dois anos.
“A maioria está satisfeita com o avanço e demonstra gratidão, mas também existe frustração”, ressalta o representante.
“Muitos se perguntam por que demorou tanto e se esse acordo poderia ter ocorrido antes. O sentimento é de alegria misturada com vigilância: estão felizes, mas não descansam até que todos os reféns retornem.”
Entre os amigos e familiares, a admiração pelo presidente Donald Trump, republicano, tornou-se quase um consenso, ressalta ele. Trump liderou as articulações que definiram os 20 pontos do acordo.
“A gratidão a Trump é mais visível entre setores conservadores, mas não se limita a eles”, ressalta Azamor. “Muitos familiares agradecem pelo papel que ele desempenhou, mesmo sem apoiá-lo politicamente. Ou seja, a gratidão tem um tom mais pragmático do que ideológico.”
Reféns serão entregues em linha de segurança
Azamor diz que todo o processo está sendo definido para que, já na segunda-feira, o acolhimento e o transporte dos reféns seja rápido e eficiente. A operação foi nomeada Shavim Legvulam (Retorno aos Seus Limites) e está sendo conduzida sob supervisão internacional, com a participação de organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
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A entrega dos reféns deverá ocorrer perto da linha amarela estabelecida no cessar-fogo, a linha de recuo acordada para as tropas israelenses. Depois do recuo, Israel manterá controle sobre aproximadamente 53% do território da Faixa de Gaza. No momento do acordo, tinha controle de 80%.
“A liberação será feita em fases, começando nos próximos dias”, afirma Azamor. “A expectativa é que os primeiros 20 reféns vivos sejam entregues segunda-feira. Já os que infelizmente morreram em cativeiro exigirão um tempo maior para identificação, transferência e acolhimento pelas famílias.”
Militares estarão nos locais para manter a segurança.
“O processo será mediado por entidades internacionais como a Cruz Vermelha, em pontos de fronteira, com rígido controle de segurança e assistência médica.”






































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