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Justiça do Peru rejeita pedido da esquerda para anular votos

Partido de Roberto Sánchez tentou invalidar milhares de urnas onde Keiko Fujimori obteve vantagem no 2º turno presidencial

Roberto Sanchez se dirige à imprensa antes do segundo turno da eleição de 7 de junho contra Keiko Fujimori, em Lima, Peru - 5/6/2026 | Foto: Angela Ponce/Reuters
O partido de Roberto Sánchez alegou ter identificado supostos indícios de irregularidades e 'padrões de repetição' nos resultados favoráveis à candidata de direita | Foto: Angela Ponce/Reuters

A Justiça Eleitoral do Peru rejeitou, nesta sexta-feira, 12, os pedidos apresentados pelo partido de esquerda Juntos por el Perú para anular milhares de mesas de votação do segundo turno das eleições presidenciais. A legenda apoia o candidato esquerdista Roberto Sánchez e buscava invalidar votos registrados em locais onde a candidata de Keiko Fujimori, de direita, obteve vantagem.

Segundo a imprensa peruana, o partido alegou ter identificado supostos indícios de irregularidades e “padrões de repetição” nos resultados favoráveis à candidata de direita. Os recursos questionavam cerca de 2,4 mil mesas eleitorais.

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Justiça rejeitou recurso por falta de pagamento

A legislação eleitoral peruana exige o pagamento de uma taxa administrativa para a apresentação de pedidos de anulação de votos ou atas eleitorais. O comprovante deve acompanhar o recurso. Sem o recolhimento do valor, a Justiça considera o pedido inadmissível e rejeita a solicitação sem analisar o mérito das alegações.

Leia também: “Atrás na apuração, esquerdista pede recontagem de votos no Peru

Com base nessa regra, o Jurado Eleitoral Especial de Lima Centro 1 declarou improcedente o pedido para anular 1.751 atas de votação na Província da capital peruana. A Corte afirmou que o partido não apresentou o comprovante de pagamento exigido pela legislação.

Horas depois, o Jurado Eleitoral Especial de Lima Centro 2 também rejeitou outro recurso da legenda, que buscava invalidar 647 mesas eleitorais instaladas nos Estados Unidos. Novamente, a Justiça apontou a ausência do pagamento obrigatório da taxa processual.

Apuração acirrada no Peru

A decisão ocorre em meio à reta final da apuração presidencial. Dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais indicam uma disputa voto a voto entre Sánchez e Fujimori. Com mais de 98% das atas contabilizadas, a candidata da direita mantém vantagem estreita sobre o adversário. Às 12h35 deste sábado, no horário de Brasília, a diferença está na casa dos 4 mil votos.

Segundo o site do jornal peruano El Comercio, analistas estimaram que os pedidos poderiam colocar em discussão cerca de 600 mil votos. A Justiça Eleitoral do Peru ainda precisará concluir a análise das impugnações e dos recursos antes de proclamar oficialmente o vencedor.

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