FDA vai liberar dados sobre vacina da Pfizer

Juiz federal do Estado do Texas determinou a liberação da papelada em um prazo de 8 meses
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Foto: Divulgação/Flickr
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No início deste mês, um juiz federal do Estado do Texas determinou que a Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês) divulgue os documentos relacionados à liberação da vacina contra covid-19 da Pfizer em um prazo de oito meses.

A decisão do juiz é uma vitória para o grupo de 30 cientistas, que solicitou acesso à papelada através do Freedom of Information Act (FOIA, na sigla em inglês), equivalente à Lei de Acesso à Informação no Brasil. O tribunal “concluiu que este pedido da FOIA é de suma importância pública”, escreveu o juiz distrital dos EUA Mark Pittman.

Juiz derruba prazo de 55 anos para Pfizer liberar dados

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Quando os pesquisadores pediram acesso à documentação, em setembro do ano passado, a agência reguladora norte-americana pediu prazo até 2076 para liberar o material. A justificativa dos advogados da FDA para a demora foi a existência de “muitos documentos” — cerca de 450 mil páginas.

Além disso, os cientistas da agência reguladora alegaram que, até que todos os dados sejam produzidos, uma revisão adequada não poderia ser realizada porque a falta de um único conjunto de dados poderia prejudicar as análises. Ainda, a agência havia proposto um cronograma para disponibilizar apenas 500 páginas por mês, o que tornaria o material disponível apenas daqui a 55 anos. Em vez disso, o juiz Mark Pittman ordenou a entrega de 55 mil páginas por mês.

Pittman deixou claro em sua decisão que agilizar a entrega da papelada deve ser uma prioridade para a FDA. “Não pode não haver uma ‘questão mais importante na Food and Drug Administration(…) do que a pandemia, a vacina da Pfizer, a vacinação de todos os americanos’ e assegurar ao público que a vacina não foi ‘apressada’ em prol dos Estados Unidos”, escreveu o magistrado, ao citar uma declaração realizada em uma audiência em dezembro passado.

Com informações das agências de notícias Reuters e Bloomberg Law

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4 comentários Ver comentários

  1. Simplesmente vão alegar que os estudos ainda estão inconclusivos e que foram obrigados a liberarem a droga por pressões políticas, etc…, etc…, e vai ficar por isso mesmo. Só chegarão a alguma conclusão só mesmo daqui a 55 anos (2076), quando todos estarão mortos, com exceção das crianças, se não acontecer nada com elas até lá.

  2. As justificativas são as mais porcas que eu já ouvi em toda a minha vida.

    O laboratório pesquisou e produziu a “vacina” e a documentação para aprovação em menos de um ano. O FDA analisou a documentação e aprovou a “vacina” em menos de um ano. Mas o FDA não consegue disponibilizar (copiar/digitalizar) seus documentos em menos de 55 anos (agora 8 meses, por ordem judicial)?

    Se fosse no Brasil, e se fosse um tratamento defendido por Bolsonaro, o STF daria 24 horas para o órgão envolvido se explicar.

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