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Federação de Xadrez veta participação de mulheres trans em torneios femininos

Instituição determinou novas regras para esse grupo

Xadrez Mulheres Trans
Xadrez | Foto: Reprodução/PXHere

A Federação Internacional de Xadrez (Fide) decidiu vetar a participação de mulheres trans (homens biológicos) em seus torneios femininos. O anúncio ocorreu na segunda-feira 14.

No documento, a Fide reconhece que tem recebido com frequência pedidos de inscrição de enxadristas que se identificam como transgênero.

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A federação determina que o pedido de alteração de gênero para enxadristas já cadastrados deve ser acompanhada de provas, em conformidade com as leis do país de origem — como certidão de nascimento, passaporte ou outros documentos de identificação. Na sequência, contudo, aparecem algumas restrições.

“Caso o gênero tenha sido alterado de masculino para feminino, o jogador não tem direito de participar de eventos oficiais da Fide”, diz um dos trechos, que estabelece o prazo de até dois anos para uma resposta sobre a elegibilidade da competidora.

A regulamentação também estabelece que, “se um jogador possuir qualquer um dos títulos femininos, mas o gênero for alterado para masculino, os títulos femininos devem ser abolidos”. Entretanto, se a redesignação for do gênero masculino para o feminino, os troféus permanecem válidos.

Associações LGBT rebatem a Federação Internacional de Xadrez, que proibiu a participação de mulheres trans em competições femininas

Nos holofotes do mundo do xadrez nos últimos meses, Hans Niemann e Magnus Carlsen não se manifestaram sobre o tema nas redes sociais.

Já Angela Eagle, membro do Parlamento do Reino Unido e campeã de um torneio nacional de xadrez na juventude, criticou a medida.

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“Não há vantagem física no xadrez, a menos que você acredite que os homens são inerentemente mais capazes de jogar do que as mulheres”, disse a parlamentar. “Passei minha carreira no xadrez, ouvindo que o cérebro das mulheres era menor que o dos homens e nem deveríamos estar jogando.”

Angela Eagle
Angela Eagle é integrante do Parlamento do Reino Unido | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Até 24 de agosto, a Fide celebra na capital azerbaijana, Baku, a Copa do Mundo de Xadrez. No torneio, computadores também puderam se inscrever.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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2 comentários
  1. Leonardo Leite
    Leonardo Leite

    Por razões históricas e culturais, homens sempre estiveram mais ligados ao xadrez que as mulheres. Desta forma, o número de praticantes homens sempre foi maior também, o que leva a uma disparidade técnica que é facilmente comprovada e observada nos resultados dos campeonatos, e isso obviamente não tem nada a ver com diferença de capacidade intelectual entre os gêneros. A fim de estimular o esporte entre as mulheres, e evitar que as competições entre todos indistintamente do sexo criassem um desestímulo para elas, pois teriam que competir imediatamente com os homens que abriram um gap técnico e quantitativo enorme ao longo dos séculos, criou-se categorias exclusivamente femininas. Aí vem a ministra de esquerda, “pra variar”, justamente arruinar as mulheres, defendendo que homens biológicos que agora se dizem mulheres venham a participar de campeonatos menos competitivos e aproveitar-se do menor nível técnico para auferir condecorações, medalhas, troféus e premiações, deixando as mulheres a ver navios.

  2. Mauro C F Balbino
    Mauro C F Balbino

    Judith Polgar foi a única jogadora a classificar-se entre os 10 melhores no ranking (2005) em toda a história. A MP britânica não passa de uma woke que acredita nas estórias da Netflix.

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