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França chama para consultas embaixadores nos EUA e na Austrália

Franceses criticam acordo firmado entre Washington, Londres e Camberra sobre submarinos movidos a energia nuclear

militares frança níger
Embaixador francês também deixará o Níger | Foto: Reprodução/Flickr

O governo do presidente Emmanuel Macron, da França, decidiu chamar para consultas seus embaixadores nos Estados Unidos e na Austrália, em meio a uma crise diplomática ocasionada por um acordo firmado entre Washington, Londres e Camberra para fornecer à Marinha australiana pelo menos oito submarinos movidos a energia nuclear.

Como noticiamos, após a negociação multilateral, os franceses perderam o contrato de US$ 66 bilhões que tinham com a Austrália para o fornecimento dos veículos. De acordo com a diplomacia francesa, o episódio é de “gravidade excepcional”.

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“A pedido do presidente da República, decidi chamar imediatamente para consultas nossos dois embaixadores nos Estados Unidos e na Austrália. Essa decisão excepcional se justifica pela gravidade excepcional dos anúncios realizados em 15 de setembro por Austrália e Estados Unidos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian.

A convocação de embaixadores para consultas é considerada uma medida grave na diplomacia e pode indicar, em alguns casos, possível rompimento mais adiante. Estados Unidos e França, países historicamente aliados, vivem momento de estremecimento de suas relações.

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Ainda segundo Le Drian, o acordo representa “comportamento inaceitável entre aliados e parceiros, cujas consequências afetarão a própria concepção que temos de nossas alianças, nossas parcerias e a importância do Indo-Pacífico para a Europa”.

O governo da Austrália, por sua vez, afirmou compreender a postura dos franceses diante do rompimento do acordo que havia sido estabelecido entre os dois países para a compra de submarinos.

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“Entendo totalmente a decepção. Não há dúvida de que essas são questões muito difíceis de lidar”, reconheceu a ministra de Relações Exteriores australiana, Marise Payne. “Mas seguiremos trabalhando de forma construtiva e próxima de nossos colegas franceses.”

Leia também: “O fiasco de Joe Biden”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 74 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. YOUSSEF NASER ISSA
    YOUSSEF NASER ISSA

    Bonjour mon president. A sua mercadoria não e tão boa.

  2. EDUARDO PEDRO
    EDUARDO PEDRO

    Pau que bate em Chico, bate em Francisco. Este “presidente” da Franca vice prejudicando o nosso agronegócio, agora está recebendo do mesmo veneno. O Brasil deve se impor a este tipo de procedimento, o nosso agro será o futuro de comida para o mundo no futuro.

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