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França e Reino Unido endurecem controle de migração no Canal da Mancha

Novo pacto amplia a cooperação para enfrentar travessias ilegais de migrantes entre os dois países

Vista aérea do Canal da Mancha, entre o Reino Unido e a França
Vista aérea do Canal da Mancha, entre o Reino Unido e a França | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Com a intenção de reforçar o controle no Canal da Mancha, França e Reino Unido anunciaram, nesta quarta-feira, 22, um novo pacto que amplia a cooperação para enfrentar travessias ilegais de migrantes entre os dois países.

O acordo prorroga por mais três anos o Tratado de Sandhurst, assinado inicialmente em 2018 e renovado em 2023. Ele chegaria ao fim neste ano.

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Pela primeira vez, o financiamento britânico, que poderá alcançar US$ 4,45 bilhões ao longo de três anos, terá uma parcela variável de pouco mais de US$ 1 bilhão. Ela tem vínculo com o desempenho das ações para conter a entrada irregular de migrantes.

Assim, já estão garantidos US$ 3,37 bilhões do Reino Unido, representando um acréscimo comparado ao aporte anterior, que foi de € 540 milhões.

Resultados e desafios das travessias pelo Canal da Mancha

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer | Foto: Reddit
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer | Foto: Reddit

De acordo com o roteiro acessado pela agência de notícias AFP, caso as iniciativas não ofereçam os resultados esperados, com base em avaliações conjuntas anuais, parte dos recursos deve ir para outras estratégias.

Em 2025, dados oficiais britânicos mostram que quase 41,5 mil pessoas cruzaram irregularmente o Canal em pequenas embarcações. Trata-se do segundo maior registro desde o início desse tipo de travessia, em 2018.

Além disso, pelo menos 29 migrantes perderam a vida nas águas do canal somente em 2025, conforme levantamento da AFP. A agência utiliza fontes oficiais da França e do Reino Unido.

Os detalhes do acordo serão apresentados nesta quinta-feira, 23, durante visita dos ministros do Interior dos dois países à costa francesa. O plano prevê ainda dobrar o efetivo de segurança, chegando a 1,4 mil agentes até 2029.

Leia também: “Titanic afunda”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 318 da Revista Oeste

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a colaboração entre os países “já permitiu impedir dezenas de milhares de travessias”. “Este acordo histórico nos permite ir além”, disse. “Nós reforçamos a inteligência, a vigilância e a presença sobre o terreno para proteger as fronteiras britânicas.”

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