Gaslighting médico: pacientes reclamam de diagnósticos errados

Pessoas estão denunciando casos de displicência pelos profissionais de saúde
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Consulta médica
Consulta médica | Foto: Divulgação/Pixabay

Gaslighting é o termo que designa uma forma de manipulação. É o ato de distorcer fatos, menosprezar sentimentos e a tentativa de confundir a pessoa. Se originou da peça Gas Light, escrita em 1938 pelo britânico Patrick Hamilton, que narra a história de um homem que tenta enlouquecer sua esposa e desmoralizá-la para seapropriar das joias que ela recebeu de herança.

No âmbito da medicina, isso já acontece há décadas. Muitos pacientes, na sua maioria mulheres, sofrem o gaslighting médico, ou seja, a desvalorização dos seus sintomas.

Os pacientes dizem se sentirem ignorados e subvalorizados. Há vários relatos de mulheres que tiveram sérios problemas de saúde por conta de diagnósticos relapsos que levaram a um tratamento tardio.

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Repercussão

A prática repercute nas redes sociais e é possível ter um modelo de como ocorre o gaslighting por parte dos médicos. Os exemplos mais comuns e frequentes ouvidos nas consultas: a paciente descreve ao profissional os desconfortos que sente e ouve em seguida três frases: “você está estressada”, “isso é psicológico” ou “a dor que sente é normal”.

Essa conduta que médicos e médicas têm, acabam atrasando o diagnostico verdadeiro. Ocasionalmente o paciente prefere interromper a busca de um diagnóstico. O que gera consequências severas na sua condição clínica.

Pesquisas apontam que erros de diagnostico podem ocorrer em um a cada sete contatos entre médicos e pacientes. A maior parte desses erros são motivados pela falta de conhecimento do médico.

 

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12 comentários Ver comentários

  1. Há anos sofri uma queda e fraturei a cabeça do fêmur. Tive que fazer uma prótese. Após treze anos houve necessidade de substituição dessa prótese, como é natural, pois devido ao desgaste ósseo. Sofri dores insuportáveis, pois não achava ortopedista que identificasse o problema, tendo ouvido “diagnósticos” os mais absurdos, com recomendações que variavam desde a necessidade de cirurgia no joelho, infiltração no joelho, acupuntura, pilates e outras que tais. Finalmente, achei o ortopedista que identificou de imediato o problema. Fiz a cirurgia de substituição de prótese e estou, há mais de dez anos, novamente em condições de poder andar! Realmente, é fundamental a fiscalização e constante avaliação das escolas médicas e, acima de tudo, a proibição de abertura indiscriminada dessas escolas, que não passam de empresas visando apenas lucros, enganando alunos e seus familiares que, muitas vezes, gastam suas economias para a obtenção de uma ilusão! Isso tem nome: estelionato!

  2. A formação acadêmica é de respondabilidade tanto da inst quanto do aluno. Este, muitas vezes, tem consciência da precariedade de sua formação, mas se preocupa apenas com o diploma. Todos, universidades, faculdades e alunos são responsáveis pela formação acadêmica e precisam ser cobrados e até processados caso lesem pacientes, clientes e que ofereçam uma prestação de serviços ruim. O aluno não pode ficar no mimimi, dizendo que sua formação foi precária. Ele é responsável por suas escolhas e precisa cobrar das instituições.

  3. Existem vários tipos de médicos os de consultório e clínicas e os de saúde da família ,que trabalham nas unidades básicas de saúde. Estes últimos são tratados como escravos . Tem que bater ponto as 7:00 horas da manhã e várias vezes ao entrar e sair das unidades depois de ter feito um tal de sobreaviso durante toda a noite em ambulatório (que dura a noite toda ) O sobreaviso é de 15 dias no mes. Isso acontece em cidades mineiras que não possuem hospitais e sim ambulatórios e que também tem o programa mais médicos . Os médicos Cubanos e brasileiros e não podem atender urgências e emergências,pois não tem CRM.O governo Bolsonaro precisa fazer uma vistoria nesta situação humilhante que muitos médicos estão passando

  4. A Medicina está se tornando uma profissão inviável. O médico precisa adotar uma postura cada vez mais defensiva, pois , ainda que atue de modo diligente, está arriscado a ser processado. A indústria dos processos já nos faz ter o segundo maior número de processos contra médicos o mundo.

    1. Mas os aumentos de processos se devem a quê! Os erros médicos comprovados com seus pacientes mortos ou com sequelas graves e permanentes não acontecem por acaso.
      Dois, três ou mais empregos simultâneos fazem diminuir o tempo de contato paciente/médico em qualquer área seja pública ou privada. A buscar para aumentar, a todo custo, os rendimentos no final do mês leva a erros graves e irreversíveis, cabendo ao paciente, na maioria das vezes, o ônus pelo erro do médico desatento, irresponsável, incompetente ou simplesmente apressado.
      A curva do gráfico erros médicos versus processos judiciais só vai continuar subindo caso esses profissionais não desçam do pedestal onde foram colocados e assumam sua origem humana.

  5. Ainda mais depois dessa pandemia, que mostrou o grau de politização e de interesses desses representantes comerciais de laboratórios das BigFarmas que se transformou a classe médica, o que podemos fazer é evitar ao máximo de fazer consultas com esses curandeiros.

  6. Demorou!!! As faculdades de medicina estão a deriva do verdadeiro conhecimento. Ouvir diagnósticos dos jovens formados nos últimos 15 anos é de um risco medonho! Ficam amparados com a desculpa, Deus quis que acontecesse…mas nem sempre isso é uma verdade.

  7. Comecei a questionar os médicos em 1996 quando dois médicos diferentes me deram duas formas diferentes de operar o meu ombro. Cada um dizia que o diagnóstico do outro estava errado. De lá pra cá, descobri que o meu melhor médico sou eu mesmo. Infelizmente dependo deles para interpretar exames e comprar os medicamentos que preciso. E essa pandemia mostrou que muitos deles são guiados por ideologias e não pela ciência.

  8. Alguns comentários a serem feitos:

    1: essa triste realidade de não diagnosticar corretamente, ou deixar de diagnosticar algo, ficará cada vez mais frequente. Essa realidade só mudará quando deixarem de tratar o ensino superior (não só da Medicina, como de tudo) como mero negócio lucrativo. Ensino pior = profissionais piores. O mercado seleciona, é verdade, mas chega a um ponto que acaba nivelando por baixo. O que esperar de uma faculdade de medicina pública estadual de SP que possui cartazes de diretórios acadêmicos promovendo “cursos” que ensinam e exaltam a siriri….. (masturbação feminina)? Importam-se mais com implementação de linguagem neutra do que aprender matérias básicas e fundamentais como propedêutica, fisiologia, anatomia, clínica médica… Infelizmente é nas mãos, apenas, dessa “leva” de “médicos” (portadores de diploma de medicina) que a gente estará daqui a poucos anos, quando a última geração de médicos bons sair de cena. Não vejo nenhuma chance de bom prognóstico pra um futuro próximo. Triste, assim.
    2: a reportagem cita “pesquisas” dizem “etc e etc”. Fala de erro de diagnóstico de aproximadamente 14%. Ou seja: um absurdo! Aí vem o questionamento: quais pesquisas? Por que não citam a pesquisa para avaliarmos a metodologia aplicada? Pesquisa virou um termo banal. “Pesquisa”, “pesquisadores”, “ciência”, “especialistas”, são termos que, atualmente, já nos afloram o preconceito, porque sabemos que é pura babaquice, mesmo. Essa estatísticas de 1/7 erros é do Brasil? É de fora? Deixar de citar a referência da tal pesquisa é um erro hediondo da matéria.

    1. Luiz está certíssimo, raros serão os verdadeiros profissionais no futuro. Todos são idolatrados a se dar bem financeiramente. O profissionalismo está ficando em segundo plano. Isso é mundial, não só aqui.

  9. Recentemente fui a um cardiologista que me dissessem que era bobagem fazer exames, quando eu disse a ele que fazia check-ups semestralmente. “Quem procura, acha”, ele disse. Ué, não é esse o objetivo, achar logo a doença para evitar que ela evolua????

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