Ginecologista francês é investigado após denúncia de violência contra pacientes

Emile Daraï é chefe do departamento de endometriose do Hospital Tenon, em Paris
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Emile Daraï é chefe do departamento de endometriose do Hospital Tenon, em Paris
Emile Daraï é chefe do departamento de endometriose do Hospital Tenon, em Paris

Um dos mais renomados ginecologistas de Paris, Emile Daraï foi denunciado por uma série de pacientes que o acusam de violentá-las durante as consultas. O escândalo foi revelado em reportagem publicada no site da rádio Franceinfo nesta quinta-feira, 23.

Daraï é chefe do departamento de endometriose do Hospital Tenon, em Paris. Segundo a reportagem, algumas vítimas o chamaram de “açougueiro” e outras o compararam a um “veterinário” durante o atendimento médico.

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Uma das pacientes descreve, em detalhes, os atos de “extrema violência” praticados pelo médico. “Senti uma dor extrema, senti que estava sangrando, comecei a me debater e soltei um grito. Ainda sinto no meu corpo uma parte dessa sensação. A gente não esquece esse tipo de coisa”, afirmou a mulher, que preferiu não se identificar.

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Outra paciente deixou o consultório de Daraï aos prantos e decidiu apresentar uma denúncia formal junto ao Conselho Regional de Medicina e ao Hospital Tenon. “Os gestos do médico são particularmente chocantes e suas práticas deontológicas são questionáveis. Sofro de uma endometriose ginecológica e digestiva e estou habituada a exames vaginais e anais. Nunca recusei esse tipo de gesto sem ter uma boa razão para isso e estou acostumada à dor que esses exames normalmente provocam. Durante toda minha trajetória de paciente, nada se compara à violência do exame de toque retal imposto pelo Dr. Daraï”, relata.

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A emissora francesa ouviu também estudantes de medicina que fizeram residência na clínica do ginecologista e atestaram seus métodos violentos. “Tive a impressão de estar ficando louca, mas nunca nenhum ginecologista agindo dessa forma”, afirmou uma estudante. “Tive vontade de chorar. Tinha acabado de assistir a um estupro e não disse nada.”

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O Conselho Regional de Medicina de Paris confirmou ter recebido queixas contra o médico desde 2014, mas nenhum dos casos avançou porque as pacientes não levaram as denúncias adiante. A APHP, instituição que administra os hospitais públicos de Paris, também tem registros de acusações de violência envolvendo Daraï. Uma investigação conjunta já foi aberta pelo Hospital Tenon e pela Faculdade de Medicina de Sorbonne.

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Com informações da rádio Franceinfo

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