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Governo chinês se vê como vítima do Twitter

Pequim reclama publicamente da plataforma de rede social
China: governo se diz vítima do Twitter
China: governo se diz vítima do Twitter | Foto: Reprodução/Freepik

O Partido Comunista da China posicionou-se publicamente um dia após ter a conta de sua embaixada nos Estados Unidos ser suspensa pelo Twitter. Nesta sexta-feira, 22, o governo chinês resolveu adotar a postura de “vítima” em relação à decisão tomada pelo comando da plataforma de rede social — que considerou em violação das políticas de uso sobre “desumanização” dos povos uigures muçulmanos.

Leia mais: “Austrália avança contra big techs e Google faz ameaça”

“A China é uma grande vítima”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying. De acordo com o representante do governo chinês, a equipe do Twitter caiu em fake news contra o país asiático. “Há muitas [peças de] informações falsas e feias sobre a China sobre questões relacionadas a Xinjiang [região onde vivem os uigures]“, prosseguiu o membro do regime, informa o jornal China Daily — veículo de comunicação controlado pelo Partido Comunista local.

Mesmo com as críticas ao Twitter, Chunying sinalizou que o governo chinês aguarda por explicações por parte de seu embaixador em Washington. “Claro, a Embaixada da China nos Estados Unidos tem responsabilidades e obrigações de esclarecer os fatos e explicar a verdade”, afirmou o porta-voz.

Imparcialidade

Por fim, no papel de “vítima”, o governo chinês definiu o que espera de postura por parte do Twitter — rede social que é proibida na China. “Esperamos que o Twitter possa defender o princípio de objetividade e imparcialidade, não para mostrar padrões duplos sobre esta questão, mas para fortalecer a triagem e identificar o que é informação falsa, o que são rumores e mentiras, e o que é fato e verdade”, declarou o porta-voz.

Leia também: “14 questões sobre o poder das big techs, matéria da editora Paula Leal publicada na Edição 43 da Revista Oeste.

E também: “Chantagem chinesa?”, um artigo do colunista Rodrigo Constantino.

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1 comentário

  1. Eu também sou contra o boicote à China nas redes sociais. Ela precisa de muito espaço, todo o espaço do mundo, para expressar livremente sua prepotência e mentiras virulentas. A única condição seria deixar o espaço livre para comentários. Vejamos o que acontece.

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