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Governo Trump quer negar vistos de checadores de fatos e ‘moderadores de conteúdo’

As práticas são consideradas 'inconsistentes com a liberdade de expressão' pela gestão republicana

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr

O governo de Donald Trump ampliou nesta semana a pressão sobre empresas de tecnologia ao orientar consulados a barrar solicitantes de visto H-1B envolvidos em moderação de conteúdo — atividade considerada ameaça à liberdade de expressão pelo Partido Republicano. O H-1B é usado por big techs para contratar profissionais qualificados do exterior.

Mensagens internas vistas pelo jornal Washington Post e a agência de notícias Reuters mostram que candidatos podem ser considerados inelegíveis se tiverem cumprido exigências de moderação feitas por governos estrangeiros, adotado políticas “inconsistentes com a liberdade de expressão” ou participado de checagem de fatos, combate à desinformação, moderação de conteúdo e derivados.

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A administração de Trump tem feito da pauta de liberdade de expressão um eixo de política externa, criticando governos europeus por medidas de repressão a vozes conservadoras.

Como deve funcionar a nova diretriz de vistos do governo Trump

Visto americano, documento necessário para entrar legalmente no país
Visto norte-americano, documento necessário para entrar legalmente nos Estados Unidos da América | Foto: Divulgação/ Embaixada dos EUA no Brasil

O documento, enviado em 2 de dezembro, manda revisar currículos e perfis no LinkedIn de candidatos — e de seus dependentes — em busca de “atuação em desinformação”, checagem de fatos, moderação de conteúdo, compliance ou segurança online. Se houver indícios de participação em “censura de expressão protegida”, o visto deve ser negado com base na lei de imigração.

A regra vale para todos os tipos de visto. A diretriz surge em meio ao endurecimento mais amplo da política migratória, que já inclui taxa de US$ 100 mil para o H-1B e exigência de perfis públicos nas redes sociais a partir de 15 de dezembro.

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Procurado pela imprensa, o Departamento de Estado diz que não comentará vazamentos e reitera que não permitirá estrangeiros “vindo aos EUA para censurar americanos”. Big techs seguem como principais usuárias do H-1B, com Índia, China e Canadá entre as maiores origens de aprovados.

Leia também: “In Trump we trust”, artigo de Eugênio Esber na Edição 297 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Essa postura é coerente, absolutamente correta. “Checadores de fatos” são censores, coisa de regimes totalitários que querem controlar o que o povo pensa e fala. Não são compatíveis com uma democracia plena.

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