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Guiana acredita que disputa com a Venezuela será resolvida em breve

Carl Greenidge, que representa a Guiana na CIJ, disse acreditar que a instituição vai resolver a disputa fronteiriça do país com a Venezuela

Guiana Venezuela
Bandeira da Venezuela | Foto: Elias Rodriguez Azcarate/Wikimedia

Desacordo na fronteira entre a Venezuela e a Guiana pode ser decidido em breve pela Corte Internacional de Justiça (CIJ)

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Bandeira da Venezuela | Foto: Elias Rodriguez Azcarate/Wikimedia

Carl Greenidge, que representa a Guiana na Corte Internacional de Justiça (CIJ), disse acreditar que a instituição vai em breve resolver a disputa fronteiriça do país com a Venezuela.

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“A Guiana valoriza a oportunidade de resolver de forma judicial esta disputa com a Venezuela. Nos congratulamos com a decisão do secretário-geral da ONU que, em 2018, decidiu que o CIJ é o foro para a solução desta controvérsia”, disse Greenidge.

Veja também: “Venezuela anuncia eleição parlamentar em dezembro sem a presença da oposição”

Uma audiência nesta quinta do CIJ, por videoconferência, abordará a disputa entre os dois países. Em um primeiro momento, a corte vai avaliar se possui a legitimidade de decidir sobre a questão. A informação foi divulgada pelo jornal venezuelano El Nacional.

O representante da Guiana manifestou que apenas o seu país apresentou os seus argumentos para aquela corte e que a Venezuela “decidiu boicotar a audiência”.

Crise antiga

A Venezuela afirma que mais da metade do território da Guiana, uma ex-colônia do Reino Unido, pertence ao país, no que eles chamam de Guiana Essequiba.

A fronteira entre a então colônia britânica e a Venezuela é assim por um acordo em 1889, realizado por meio de uma arbitragem que foi realizada pelo governo da França.

Mais: “Maduro testa mísseis enquanto espera gasolina do Irã”

Em 17 de fevereiro de 1966, a Venezuela e a Guiana, recém independente, assinaram um acordo para negociar sobre a posse daquele território. O acordo, com duração de 4 anos, foi revogado por sucessivas vezes até 1982, com os países não alcançando uma solução.

Desde 1982, essa disputa está sendo intermediada pelo secretário-geral da ONU, conforme acordado pela Guiana e pela Venezuela.

Em 2007, a Guiana acusou tropas venezuelanas de invadirem o território que é controlado pelo país e de trocarem tiros com as tropas guianenses. A Venezuela negou que suas tropas tenham entrado na área em disputa e afirmou que os soldados da Venezuela estavam reprimindo o tráfico internacional de drogas.

Em 2018, a Guiana inegavelmente temeu que a Venezuela invadisse a zona de disputa. A visita de Raul Jungmann, então ministro da Defesa do Brasil, à Guiana desagradou o governo venezuelano.

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