O Hamas descreve o massacre de 7 de outubro como mais do que uma operação militar, classificando o episódio, chamado pelo grupo de Al-Aqsa Flood, como um marco histórico decisivo. No relato do grupo terrorista, o ataque é enquadrado como um ato de resistência e expressão de “dois anos de firmeza e vontade de libertação”.
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O documento, divulgado nesta quarta-feira e intitulado Nossa Narrativa… Al-Aqsa Flood: Dois Anos de Resistência e Vontade de Libertação, tem 42 páginas e está dividido em oito capítulos, relata o The Jerusalem Post.
Eles abordam desde as motivações do ataque até os acontecimentos daquele dia, incluindo uma suposta investigação conduzida pelo grupo sobre o que classificam como “assalto”. Outras seções detalham a evolução da guerra Israel entre e Hamas, as atividades diplomáticas do Hamas e suas prioridades atuais no conflito.
O relatório reafirma ainda as reivindicações políticas da organização, como a criação de um Estado palestino com Jerusalém como capital e o retorno de refugiados palestinos. No entanto, o texto não se refere aos assassinatos de civis, violência sexual ou sequestros ocorridos durante o ataque.
Hamas expande narrativa anterior sobre 7 de outubro
Essa publicação retoma e expande uma narrativa anterior, divulgada em 2024 com o título Nossa Narrativa: Operação Al-Aqsa Flood, que também buscava apresentar a versão do Hamas sobre o massacre e a guerra subsequente.
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Na ocasião, o documento circulou amplamente online e em universidades nos Estados Unidos e Europa, sendo compartilhado em fóruns estudantis e manifestações. Recebeu críticas por contestar ou omitir relatos amplamente documentados de ataques a civis israelenses, enquadrando-os em termos ideológicos e políticos.
O uso contínuo do termo Al-Aqsa Flood reforça a narrativa do grupo, que mantém o enquadramento do ataque em Israel como parte de sua estratégia histórica. O termo conecta o ataque à luta histórica e simbólica pela mesquita de Al-Aqsa, o que reforça uma agenda política e religiosa.
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