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O presidente da Argentina, Javier Milei, nomeou Diego Santilli como novo chefe do Gabinete de Ministros neste domingo, 28, depois da saída de Manuel Adorni, que renunciou no dia 27 em meio a investigações por enriquecimento ilícito. A cerimônia de posse está marcada para esta terça-feira, 30.
O presidente argentino, Javier Milei, escolheu o ministro do Interior, Diego Santilli, para assumir a chefia do Gabinete do governo da Argentina. A nomeação oficial ocorreu neste domingo, 28, por meio de um comunicado nas redes sociais da Presidência.
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Santilli vai substituir Manuel Adorni, que deixou o cargo neste sábado, 27. O ex-chefe dos ministros apresentou sua demissão formal depois de se tornar alvo de investigações judiciais por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.
O papel de Diego Santilli no governo de Milei
O novo chefe de Gabinete é filiado ao Proposta Republicana, partido de centro-direita fundado pelo ex-presidente Mauricio Macri em 2005. Ele assume a função em um momento estratégico para a articulação política do governo federal.
Ao contrário de seu antecessor, Santilli possui um perfil voltado ao consenso político. O governo federal espera que a mudança ajude a destravar votações importantes no Parlamento e melhore o diálogo com os governadores das províncias.
Esta é a quarta mudança no comando da chefia do Gabinete desde que Javier Milei chegou ao poder, em dezembro de 2023. A cerimônia de posse do novo ministro está marcada para esta terça-feira, 30.
As denúncias contra o ex-ministro
Manuel Adorni, que tem 46 anos, exercia o cargo de chefe de gabinete desde novembro de 2025. Antes disso, ele atuou como porta-voz oficial da Presidência, tornando-se uma das figuras mais conhecidas e próximas de Milei.
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A crise que resultou na saída de Adorni começou depois de denúncias sobre gastos incompatíveis com seus rendimentos. A imprensa local revelou despesas com viagens familiares em classe executiva e uso de um jato particular.
Em depoimento ao Congresso realizado em abril, o ex-porta-voz negou as irregularidades e afirmou que seus bens foram construídos de forma lícita. No entanto, o caso gerou desgaste político e afetou os índices de credibilidade da gestão federal nas pesquisas.
Retificação de bens e desdobramentos na Justiça
Semanas antes de renunciar, Adorni admitiu ao jornal La Nación que manteve quantias financeiras não declaradas por vários anos. Na ocasião, o ex-ministro informou que realizou uma retificação em seus dados fiscais de 2023 e 2024.
A alteração incluiu cerca de US$ 500 mil que não constavam nas listas originais de patrimônio. Apesar do escândalo, Javier Milei declarou publicamente que acredita na inocência do antigo colaborador, durante as investigações.
O novo chefe do Gabinete, Diego Santilli, prometeu focar seus esforços no avanço das reformas estruturais do país.
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