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Homem é preso na China por críticas a um desfile militar

Identificado apenas pelo sobrenome Meng e pela idade, 47 anos, cidadão foi enquadrado no crime de 'provocar confusão e causar distúrbios'

China
Bandeira da China | Foto: Pixabay

Um morador de Xiangyang, província de Hubei, na China, foi detido nesta semana pelas autoridades depois de publicar comentários considerados ofensivos sobre um desfile militar. O evento, realizado na capital do país, Pequim, celebrou oito décadas do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

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De acordo com informações da polícia cibernética, o homem, identificado pelo sobrenome Meng e de 47 anos, teria feito publicações em redes sociais que receberam a classificação de “difamatórias e injuriosas”. Ainda conforme o órgão, suas falas tiveram como alvo tanto o evento quanto os integrantes do Exército de Libertação Popular.

Acusações e justificativas das autoridades na China

Xi Jinping, presidente da China
Xi Jinping, presidente da China | Foto: Pang Xinglei/Xinhua

O comunicado oficial informou que Meng “insultou, zombou e difundiu rumores quando outros usuários expressaram sentimentos patrióticos, de modo a provocar uma forte indignação”. Além disso, segundo o texto, suas palavras teriam “ferido os sentimentos patrióticos e causado severo impacto social negativo”.

As autoridades informaram que ele foi enquadrado no crime de “provocar confusão e causar distúrbios”. Na China, essa acusação tem uso frequente para reprimir críticos do governo.

Leia mais: “A covardia woke”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 285 da Revista Oeste

O órgão policial ressaltou ainda que ações como distorcer ou profanar a história da resistência chinesa contra o Japão, difamar militares participantes de cerimônias oficiais ou ofender sentimentos patrióticos receberão rigorosas punições. Não houve a divulgação dos detalhes sobre as mensagens de Meng e da duração de sua prisão.

Desfile militar e contexto político

O desfile militar reuniu equipamentos como mísseis nucleares, drones e caças. O presidente Xi Jinping utilizou a ocasião para reforçar o papel da China como potência global e consolidar alianças com Rússia e Coreia do Norte, na presença de 26 líderes estrangeiros, incluindo Vladimir Putin e Kim Jong-un.

A prisão de Meng ocorre em meio ao aumento das restrições à liberdade de expressão no país. Desde 2018, legislações específicas criminalizam a difamação de heróis, mártires e militares.

Leia também: “A esfinge chinesa”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 285 da Revista Oeste

Nos últimos anos, casos como a condenação do blogueiro Qiu Ziming, em 2021, e a detenção do artista Gao Zhen, em 2024, por críticas ao regime, são exemplos desse endurecimento.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Está bem claro o modus operandi da liberdade na China. Só petista não vê…

  2. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Alguém duvida de que a China está sob a sórdida ditadura opressora como estão tentando implantar no Brasil ?

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