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Houthis invadem agências da ONU e prendem funcionários

Ação dos terroristas é uma reação à morte de comandante; ao menos 11 agentes estão detidos

Sede de agência das Nações Unidas no Iêmen | Foto: Reprodução/X/@DD_Geopolitics
Sede de agência das Nações Unidas no Iêmen | Foto: Reprodução/X/@DD_Geopolitics

Terroristas do Houthi, grupo que tem base no Iêmen e apoio do Irã, invadiram escritórios da Organização Nações Unidas (ONU) em Sanaa, capital do iemenita, e prenderam funcionários da organização neste domingo, 31.

Os dois escritórios invadidos foram os do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Fundo para a Infância (Unicef). As invasões ocorreram em reação à morte de Ahmed al-Rahawi, primeiro-ministro do governo Houthi, durante operação militar de Israel.

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Porta-vozes do PMA e da Unicef e o enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, confirmaram a detenção de 11 funcionários, sendo um do PMA e dez da Unicef.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou a ação do grupo terrorista. “Reitero minha exigência pela libertação imediata e incondicional de todo o pessoal das Nações Unidas, ONGs internacionais e nacionais, sociedade civil e missões diplomáticas que foram arbitrariamente detidos hoje e em anos anteriores”, escreveu no X.

Guterres também disse que funcionários da ONU, de ONGs, da sociedade civil e de missões diplomáticas vêm sendo presos arbitrariamente no Iêmen desde 2021. “O pessoal da ONU e seus parceiros jamais devem ser alvo, presos ou detidos no exercício de suas funções para a ONU”, afirmou. Ele garantiu que a organização trabalha de forma incansável para garantir a segurança e a liberação dos detidos.

Outras reações sobre a invasão da agências da ONU pelos houthis

Segundo os porta-vozes das agências, a prioridade no momento é a segurança dos funcionários, além de buscar esclarecimentos urgentes com as autoridades locais. Não há confirmação se as invasões têm ligação direta com as recentes ofensivas de Israel, embora os houthis já tenham realizado ataques contra a ONU e outras entidades internacionais.

O ministro da Informação do governo iemenita reconhecido internacionalmente, Moammar al-Eryani, condenou as ações dos houthis, conforme informou a agência estatal Saba News.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a morte de Ahmed al-Rahawi representa apenas o começo de uma nova fase da campanha militar contra o grupo terrorista.

Conflito regional

Ahmed al-Rahawi foi morto junto de outras lideranças houthis em ataque realizado em Sanaa na quinta-feira 28. O chefe do Conselho Político Supremo Houthi prometeu retaliar o ataque.

Os houthis, que controlam o norte do Iêmen e parte de Sanaa desde 2014, realizam lançamentos frequentes de mísseis contra Israel e ataques a embarcações no Mar Vermelho. Eles são aliados do Hamas e dizem que agem em resposta à ofensiva israelense em Gaza.

+ Israel ataca capital iemenita controlada pelos houthis

Netanyahu afirmou que os houthis “pagarão um preço muito alto por sua agressão ao Estado de Israel”. “Estamos fazendo o que ninguém fez antes, e este é apenas o começo dos ataques contra altos cargos em Sanaa — atingiremos todos eles”, declarou o premiê em reunião governamental no domingo 31.

Leia também: O braço terrorista da ONU, reportagem publicada na Edição 233 da Revista Oeste

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