Índia inicia flexibilização do confinamento contra coronavírus

O fim da quarentena será progressivo no país e vai variar de região para região que foram classificadas por cores, dependendo do grau de contaminação.
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Segundo país mais populoso do mundo classificará regiões por cor, dependendo do grau de contaminação

Foto: PxHere

O segundo país mais populoso do mundo suspendeu nesta segunda-feira, 4, algumas medidas de restrição impostas para conter a propagação do novo coronavírus.

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O fim do confinamento será progressivo na Índia e vai variar nas regiões do país, que foram classificadas por cor, dependendo do grau de contaminação.

Quem mora em uma zona verde tem o direito de voltar a sair quase livremente. Nesses distritos, nenhum novo caso de contaminação pelo coronavírus foi notificado nas últimas três semanas.

Lojas e escritórios poderão reabrir, mas deverão prestar apenas um serviço mínimo para evitar novas transmissões. As escolas continuam fechadas, e os agrupamentos públicos, proibidos.

As regiões verdes representam quase metade do país e estão localizadas em áreas rurais, pouco povoadas, quase sem contato com o exterior, de acordo com a Rádio França Internacional.

Os distritos intermediários, onde não houve novos casos há duas semanas, são indicados pela cor laranja.

As zonas vermelhas correspondem aos distritos que ainda registram diariamente dezenas de novos casos e vão continuar isolados como antes. Todas as grandes cidades do país, como Nova Délhi e Mumbai, estão nessa situação.

A notícia positiva é que o governo autorizou os trabalhadores diaristas e os estudantes bloqueados nas metrópoles a voltar para casa. Trens especiais foram fretados e atravessam o país desde a  última sexta-feira, transportando essas pessoas para sua região de origem.

Número de casos surpreende especialistas

Na última quarta-feira, a Índia ultrapassou 1.000 mortes causadas pelo novo coronavírus, registrando cerca de 31.000 casos de infectados, números muito menores do que os da Europa ou dos Estados Unidos, o que surpreendeu especialistas.

Temia-se um desastre na saúde de um país tão populoso (aproximadamente 1,3 bilhão de habitantes), com sistema de saúde precário e enormes bairros marginais em situação de absoluta miséria.

“Pode ser que a trajetória da epidemia indiana seja muito diferente das demais por motivos que não compreendemos”, afirmou o epidemiologista indo-canadense Prabhat Jha, da Universidade de Toronto.

Entre os potenciais fatores mencionados está a juventude da população, que resiste melhor a esse tipo de vírus, ou a vacina BCG, aplicada massivamente na Índia para combater a tuberculose.

Investigações sobre os eventuais efeitos protetores desta vacina estão em andamento, mas ainda não existem conclusões a esse respeito.
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