Invasão da Ucrânia ressuscita o rádio de ondas curtas

14 anos depois, a BBC volta a usar a tradicional mídia para se comunicar com ouvintes na Rússia e na Ucrânia sem interferência da censura
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Receptor de ondas curtas (Foto: reprodução Amazon)
Receptor de ondas curtas (Foto: reprodução Amazon)

Uma das principais preocupações de Vladimir Putin na invasão da Ucrânia é criar sua própria narrativa dos fatos. Para isso, está exercendo uma censura cada vez mais implacável tanto dentro da Rússia quanto entre os ucranianos — o que ficou explícito com seu rápido ataque à principal torre de transmissão de rádio e TV de Kiev. A BBC desistiu de realizar seu trabalho em Moscou, pois novas leis estão ameaçando os jornalistas de prisão se divulgarem informações que o regime não aprovar.

O cerco à liberdade de informação fez com que a BBC ressuscitasse uma mídia que parecia caminhar para a extinção: o rádio de ondas curtas, capaz de transmitir à longa distância. As transmissões de ondas curtas da BBC tiveram importância fundamental na Segunda Guerra e durante a Guerra Fria. Ultimamente elas foram superadas pelas transmissões pela internet. Há 14 anos a BBC não transmitia em ondas curtas para a Europa.

Winston Churchill discursa pela BBC, em 1940 (Foto: divulgação Library of Congress)
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Agora as ondas curtas da BBC estão de volta, transmitindo para a Ucrânia e partes da Rússia. Segundo a emissora britânica, os números da audiência no site também estão crescendo rapidamente. O número de visitas do site em inglês dentro da Rússia cresceu 252%. Na semana passada, bateu o recorde de 20,7 milhões de visitantes, segundo o New York Times.

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