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Irã ameaça confiscar bens de cidadãos no exterior

Procuradoria-Geral do regime afirma que apoio aos EUA ou a Israel pode levar à perda de propriedades e até à pena de morte

bandeira do irã
Em algumas cidades, participantes demonstraram apoio ao príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã | Foto: Reprodução/Freepik


A Procuradoria-Geral do Irã emitiu um alerta formal dirigido a iranianos que vivem no exterior. O regime teocrático islâmico advertiu que bens mantidos no país poderão ser confiscados caso haja colaboração com nações consideradas inimigas.

Segundo o comunicado oficial, qualquer apoio ou cooperação com o que o regime descreve como “agressor americano-sionista” poderá resultar na perda integral de propriedades, além da aplicação de outras sanções legais.

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A medida representa um endurecimento do controle jurídico sobre cidadãos que vivem fora do país, em meio à escalada de tensões na região.

O órgão afirma ainda que as punições não se restringem à esfera patrimonial. O governo determinou que qualquer “ação operacional” realizada em favor de Israel, dos Estados Unidos ou de agentes associados, que ameace a segurança nacional, poderá ser punida com a pena de morte.

A medida representa um endurecimento do controle jurídico sobre cidadãos que vivem fora do país, em meio à escalada de tensões na região.

Manifestações no exterior celebram ataques contra regime do Irã

O aviso ocorre em resposta a uma série de manifestações no exterior. Milhares de iranianos residentes na Europa, na América do Norte e na Austrália participaram de protestos contra o regime dos aiatolás.

Coluna de fumaça sobre prédios em Teerã, depois de ataques aéreos conduzidos pelos EUA e por Israel - 7/3/2026 | Foto: Majid Asgaripour/Wana/Reuters
Coluna de fumaça sobre prédios em Teerã, depois de ataques aéreos conduzidos pelos EUA e por Israel – 7/3/2026 | Foto: Majid Asgaripour/Wana/Reuters

Em diversos atos, participantes celebraram as operações militares dos EUA e Israel contra o país e a morte do líder supremo, Ali Khamenei. Com o novo decreto, o governo busca desestimular o apoio externo a iniciativas que possam fragilizar o poder central.

A ofensiva legal do regime iraniano contra cidadãos no exterior se soma a medidas adotadas por outros países da região para controlar a narrativa sobre o conflito. O Catar, por exemplo, deteve mais de 300 pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à crise, exigindo que a população utilize apenas fontes oficiais de informação.

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