O governo do Irã anunciou, nesta quarta-feira, 10, um novo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. A medida seria uma resposta aos recentes ataques militares dos Estados Unidos contra alvos iranianos.
Segundo militares iranianos, qualquer embarcação que tentar atravessar a passagem poderá ser considerada alvo. A decisão pode reeditar uma escalada na crise envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificou nos últimos dias depois da troca de ataques na região do Golfo Pérsico.
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Irã: efeitos no mercado global de petróleo
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo. Especialistas alertam que restrições prolongadas ao tráfego marítimo podem provocar alta nos preços da energia e impactos na inflação global.
A tensão na região aumentou depois que forças americanas realizaram novos bombardeios contra instalações iranianas. Teerã classificou as ações como uma agressão direta e passou a endurecer o controle sobre a navegação na área.
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Nos últimos meses, o estreito já havia sido alvo de bloqueios parciais, apreensões de embarcações e confrontos envolvendo forças iranianas e norte-americanas. Analistas avaliam que o novo fechamento pode dificultar as negociações diplomáticas e aumentar o risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
Apesar da retórica agressiva dos dois lados, governos da região e potências internacionais continuam pressionando por uma solução diplomática, temendo os efeitos econômicos e estratégicos de uma interrupção prolongada da navegação em Ormuz.
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