O assassinato da refugiada ucraniana Iryna Zarutska, morta com golpes de canivete no pescoço pelo supremacista negro Decarlos Brown Jr. (que, instantes após o crime, se vangloriou por ter pego a garota branca), foi mais um exemplo dramático das consequências nefastas da ideologia Black Lives Matter nos Estados Unidos (EUA). Tanto o crime quanto o acobertamento de seu componente racial por parte da mainstream media são sintomas da doença cultural do wokeísmo — uma perversão da ética.
O fenômeno já vem de muito tempo. No livro White Girl Bleed a Lot: The Return of Race Riots to America and How the Media Ignore It, o escritor Colin Flaherty elencou e analisou a ocorrência de centenas de ataques perpetrados por turbas de jovens negros contra pessoas brancas e asiáticas em várias cidades norte-americanas ao longo dos últimos anos, um fenômeno que se intensificou depois da mistificação da morte de George Floyd, politizada pelo Partido Democrata para acirrar o ânimo de suas bases radicais.
Receba nossas atualizações
Contrastando vídeos enviados ao YouTube e depoimentos de vítimas com a cobertura jornalística e o discurso oficial das autoridades, Flaherty denunciou a ocultação deliberada do componente racial por parte da mídia e do poder público. Numa sociedade tão marcadamente racializada, na qual se fala o tempo todo em “história negra”, “música negra”, “arte negra”, “literatura negra” etc., parece que a única entidade interditada pelos meios de comunicação é o crime racial cometido por negros contra representantes de outras etnias. Eis o grande tabu no debate público contemporâneo.
Como sugeriu o genial Thomas Sowell a respeito do conteúdo reunido por Flaherty: “Não seria politicamente correto ou politicamente conveniente” noticiar aquela espécie de ódio racial. Com efeito, a imprensa militante, cada vez mais radicalizada à esquerda, continua ignorando crimes raciais reais cometidos por negros contra não-negros — como o assassinato de Iryna — e, inventando crimes raciais fictícios pretensamente cometidos por não-negros contra negros. E esse racialismo politicamente correto tem sido uma das principais causas para o comportamento agressivo, irresponsável e autoindulgente de muitos jovens e adolescentes negros nos EUA de hoje, que se acreditam vítimas perpétuas de uma injustiça histórica que exige reparação, ainda que sob a forma de sangue “opressor” derramado.
Em artigo brilhante sobre o fenômeno, o economista negro Walter Willians, falecido em 2020, recordou a sua infância na Filadélfia, num tempo em que crianças com a sua cor de pele estavam sujeitas a toda sorte de insultos e agressões racistas. “Lembro-me de, nos anos 1940, eu e meu primo sendo perseguidos e expulsos de Fishtown e Grays Ferry, dois bairros predominantemente irlandeses, e só parando de correr ao chegar nos bairros negros do Norte ou do Sul da cidade” — escreve Williams, para concluir, pesaroso: “Hoje tudo mudou. A maioria dos ataques raciais são cometidos por negros. E o pior de tudo é ver negros, muitos dos quais viveram os tempos dos linchamentos, das leis Jim Crow e do racismo escancarado, se calando diante do problema. O silêncio dos negros em face do racismo dos negros é uma das mais graves traições à luta pelos direitos civis, encampada tanto por americanos negros quanto por brancos”.
Iryna Zarutska, que foi para os EUA fugindo da guerra em seu país, foi a mais recente vítima dessa lógica perversa. Assassinada por um delinquente com mais de uma dezena de passagens pela polícia, e abandonada para morrer sozinha no chão frio de um vagão de metrô, a jovem ucraniana foi morta uma segunda vez pela infame mainstream media, para a qual o seu cadáver carece de pedigree politicamente correto. Horas após o crime, a conta oficial do Black Lives Matter no Instagram compartilhou um vídeo com os dizeres: “Pessoas oprimidas têm direito à violência”. É o que a esquerda mundial tem alegado, de modo os seus sucessivos crimes de ódio, como os mais recentes assassinatos de Iryna e Charlie Kirk.
Leia também: “Amor ou ódio?”, artigo publicado na Edição 287 da Revista Oeste
Nas favelas do Brasil a maioria são negros ,matam negros ,brancos , cachorros , calopsitas,gatos .
Eu me sinto muito mais seguro num bairro “brancos “