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Israel ordena evacuação de 200 mil civis no sul do Líbano

A medida ocorre em meio ao aumento dos confrontos que envolvem o grupo Hezbollah

Bandeira de Israel | Foto: Imagem de IA
Bandeira de Israel | Foto: Imagem de IA

Com o acirramento das tensões na fronteira entre Israel e Líbano, as autoridades israelenses determinaram, nesta quarta-feira, 4, a retirada de aproximadamente 200 mil civis que habitam o sul do território libanês. A medida ocorre em meio ao aumento dos confrontos que envolvem o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, que intensificou sua participação no conflito desde a última segunda-feira, 2.

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Depois de o Hezbollah ter se engajado diretamente nos combates deflagrados por Estados Unidos e Israel contra interesses iranianos, Israel respondeu com uma série de bombardeios aéreos no sul do Líbano. Em seguida, reforços militares foram enviados para a fronteira norte de Israel, e, na terça-feira 3, tropas israelenses avançaram sobre cinco pontos já sob ocupação na região sul libanesa.

Escalada das hostilidades e área de evacuação

Mesmo sob pressão militar, o Hezbollah prosseguiu com ataques de foguetes e drones contra Israel, ainda que em intensidade inferior à observada no conflito de 2024. O governo israelense, por sua vez, sugere a possibilidade de uma nova incursão em larga escala. A área-alvo da evacuação, de 850 km², se estende da fronteira israelense até o Rio Litani, que alcança 30 km de distância.

Essa faixa de território já havia sido definida como zona de segurança pela Resolução n° 1.701, da ONU, que buscou encerrar a guerra entre Israel e Hezbollah em 2006. Embora Israel tenha deixado o local, o Hezbollah permaneceu, estabelecendo estruturas militares comparadas por autoridades israelenses àquelas usadas pelo Hamas no atentado de 2023.

Cenário político e desafios para o Líbano

Desde o fim do conflito em 2024, que resultou na eliminação da cadeia de comando do Hezbollah e fragilizou suas capacidades, o grupo xiita reduziu, mas não cessou, suas ações armadas. O governo libanês, enfraquecido militarmente, tenta cumprir o acordo de desarmamento do Hezbollah, sem sucesso até o momento.

Segundo o entendimento firmado no cessar-fogo de 2006, as forças libanesas deveriam ocupar integralmente o sul do país, o que não se concretizou de forma satisfatória para Israel. Internamente, o Hezbollah, além de atuar como milícia, possui representação política no Parlamento, refletindo a complexidade do cenário nacional, especialmente numa região onde cerca de 75% da população segue o xiismo, centrado em Teerã.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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