Negociações recentes entre autoridades de Israel e representantes dos Estados Unidos resultaram na reabertura parcial da Passagem de Rafah, ponto estratégico de acesso à Faixa de Gaza pelo Egito.
A medida cumpre uma das etapas do cessar-fogo iniciado em 10 de outubro, mas limita o tráfego apenas a pedestres e prevê inspeção total por parte de Israel.
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O anúncio foi feito pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que destacou que a iniciativa integra o plano de 20 pontos apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O governo de Israel afirmou que adotará controle rigoroso durante a travessia.
Pressão para reabertura de Rafah
A reabertura de Rafah vinha sendo solicitada por agências da ONU e por entidades humanitárias, pois a travessia é fundamental para o envio de ajuda à população de Gaza.
Apesar disso, Israel mantinha a fronteira fechada desde o início do cessar-fogo, alegando que os terroristas do Hamas ainda não haviam entregado o corpo do policial israelense Ran Gvili, último refém do país em poder do grupo.
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Familiares de Gvili chegaram a pedir que Israel não avançasse para a próxima etapa do cessar-fogo enquanto não houvesse a devolução dos restos mortais.
Esta segunda fase prevê o desarmamento do Hamas, a retirada gradual do Exército israelense da região e a chegada de forças internacionais.
“Não há mais reféns em Gaza”, afirmou Netanyahu em publicação no X. “Eu prometi a vocês, cidadãos de Israel: traremos todos para casa.
Pressão internacional e buscas por refém
Reportagens da imprensa israelense informaram que os enviados norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff pressionaram Netanyahu a liberar Rafah mesmo sem a repatriação imediata de Gvili.
Os dois desembarcaram em Israel no domingo 25, para discutir o futuro administrativo da Faixa de Gaza.
No mesmo dia, militares israelenses faziam buscas em um cemitério no norte de Gaza à procura dos restos de Gvili, capturado durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
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“A operação ocorre em um cemitério no norte de Gaza e envolve amplos esforços de busca, utilizando todos os recursos de inteligência disponíveis”, informou o gabinete de Netanyahu, acrescentando que as ações seguirão “enquanto for necessário”.
O Hamas confirmou que realizou as buscas e afirmou ter comunicado aos mediadores todas as informações conhecidas sobre o local onde estariam os restos mortais do refém.
Gvili, policial da unidade de elite Yasam, tinha 24 anos quando os terroristas o capturaram durante o ataque que deu início ao atual conflito.
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