As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram neste sábado, 18, que receberam da Cruz Vermelha dois caixões com corpos de reféns mortos na Faixa de Gaza. Em comunicado, o exército declarou que os corpos “estão a caminho das forças das IDF” na região.
O texto também destacou que o Hamas “deve cumprir o acordo e tomar as medidas necessárias para devolver todos os reféns”. O trecho se refere ao pacto de cessar-fogo em vigor, que prevê a devolução dos corpos de cidadãos israelenses mantidos na Faixa de Gaza.
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A organização StandWithUs confirmou o recebimento dos corpos e informou que “dois reféns assassinados foram transferidos pela Cruz Vermelha para as IDF e serão examinados por peritos forenses em Israel”. Segundo o grupo, a identificação oficial será anunciada depois da conclusão dos exames.
O acordo atual determina que o Hamas devolva 28 reféns mortos. Até o momento, dez caixões foram entregues, inclusive um com um corpo ainda não identificado como de um refém israelense. O grupo terrorista alegou dificuldade em localizar as vítimas por causa dos escombros nas áreas atingidas.
Acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas
O conflito atual entre Israel e o Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando os terroristas lançaram uma série de ataques coordenados contra o território israelense. A ofensiva resultou na morte de mais de mil pessoas e no sequestro de cerca de 250 reféns. Em resposta, Israel deflagrou uma ampla operação militar em Gaza, com bombardeios e incursões terrestres.
Apesar das pressões internacionais, as tentativas de cessar-fogo fracassaram sucessivamente. Paralelamente, negociações indiretas mediadas por Catar, Egito e Turquia buscavam a libertação de reféns e a entrega de corpos. No fim de 2024, cerca de 80 reféns vivos ainda permaneciam sob custódia do Hamas, enquanto dezenas de corpos aguardavam repatriação.
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A virada política ocorreu neste ano, com a retomada da presidência de Donald Trump nos Estados Unidos. Em setembro, ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu, o norte-americano apresentou um plano de paz de 20 pontos com foco em cessar-fogo, desmilitarização do Hamas e reconstrução supervisionada de Gaza.
Na quarta-feira 8, foi anunciado o acordo de paz de Gaza, marco do fim das hostilidades. Sob supervisão dos mediadores e das forças norte-americanas, o Hamas começou o processo de entrega dos reféns mortos e comprometeu-se com a anistia e o desarmamento parcial.
Leia também: “O Brasil não está longe da fronteira da Faixa de Gaza”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 186 da Revista Oeste









































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