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Israel se manifesta sobre presença de terroristas em hospital em Gaza

Exército israelense afirma que informação da ONG Médicos Sem Fronteiras confirma que o Hamas usa escudos humanos

Hospital Nasser, em Khan Younis, Gaza | Foto: Reprodução/Redes sociais
Hospital Nasser, em Khan Younis, Gaza | Foto: Reprodução/Redes sociais

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) se manifestaram neste domingo, 15, sobre a presença de terroristas do Hamas no Hospital Nasser, em Gaza. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou a suspensão dos serviços não emergenciais na unidade em razão da presença de terroristas armados no local.

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Em seu site oficial, a ONG relatou que nos últimos meses, pacientes e funcionários teriam “visto homens armados, alguns mascarados”, em áreas do complexo hospitalar.

Em nota publicada no X neste domingo, as IDF informaram que o alerta sobre o uso de escudos humanos pelo Hamas, que se esconde em instituições civis, como escolas e hospitais, tem sido feito há mais de dois anos.

“Há mais de dois anos, as Forças de Defesa de Israel e o setor de defesa vêm alertando sobre o uso cínico, por organizações terroristas em Gaza, de hospitais e abrigos humanitários como escudos humanos para ocultar atividades terroristas”, declarou o Exército.

Conforme a nota, as IDF “possuem, de fato, informações que indicam que o Hospital Nasser vem sendo utilizado como quartel-general e posto militar para altos comandantes e operativos do Hamas no sul de Gaza”.

As Forças de Defesa de Israel terminam a nota com a defesa do desarmamento do Hamas. “Essa [decisão da ONG Médicos Sem Fronteiras] é uma decisão importante, mas que chega tarde demais. É mais uma prova que reforça a necessidade do desarmamento da organização terrorista Hamas.”

ONG admite presença de terrorista em hospital pela 1ª vez

Esta foi a primeira vez que um grupo humanitário internacional em Gaza assumiu publicamente a presença de terroristas em um hospital ou o uso da instalação para transporte de armas.

A MSF, com sede em Genebra, informou que as operações não emergenciais no Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul de Gaza, foram suspensas em 20 de janeiro “devido a preocupações com a gestão da estrutura, a preservação da sua neutralidade e as violações de segurança”.

Desde o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em outubro, “as equipes da MSF relataram um padrão de atos inaceitáveis, incluindo a presença de homens armados, intimidação, prisões arbitrárias de pacientes e uma situação recente de suspeita de movimentação de armas”.

Um representante da MSF afirmou à agência Reuters que a organização continua apoiando alguns serviços críticos no Hospital Nasser. As atividades incluem atendimento hospitalar e cirúrgico para certos pacientes que necessitam de tratamento.

A MSF “trabalha em parceria com o Ministério da Saúde em Gaza, que integra a administração civil do Hamas”, diz a declaração oficial.

O Ministério do Interior de Gaza, administrado pelo Hamas, declarou à Reuters “estar comprometido” em impedir presença armada dentro de hospitais e afirmou que “medidas legais seriam tomadas contra os responsáveis”. O grupo terrorista sugeriu que membros armados de certas famílias de Gaza teriam entrado recentemente em hospitais.

Israel encontrou partes de rede de túneis sob hospitais

Em janeiro, Israel ordenou que a MSF e outras 30 organizações internacionais interrompessem o trabalho em Gaza e na Cisjordânia ocupada caso não cumprissem novas regras. A MSF disse que não apresentaria uma lista de funcionários, por não receber garantias sobre a segurança da equipe.

O Exército israelense afirma ter atacado hospitais durante a guerra porque terroristas do Hamas estariam operando em seu interior, e que partes da rede de túneis do grupo foram encontradas sob instalações médicas. O grupo terrorista palestino nega usar hospitais para fins militares.

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